Atraso no desenvolvimento infantil: quando investigar

Falar, andar ou interagir com dificuldade pode exigir avaliação; veja sinais por idade e como acompanhar a evolução da criança.

“Cada criança tem seu tempo” é uma frase comum entre famílias, mas não deve ser usada para ignorar sinais persistentes. Dificuldades para falar, andar ou interagir, assim como a perda de uma habilidade já adquirida, merecem ser levadas ao pediatra para avaliação.

O desenvolvimento infantil acontece de maneira individual, mas é acompanhado a partir de diferentes áreas: habilidades motoras, linguagem, interação e comportamento. A observação não serve para comparar uma criança com outra, e sim para entender a própria evolução.

Sinais de atenção em cada fase

Nos primeiros meses de vida, podem chamar atenção a dificuldade para sustentar a cabeça, a pouca resposta a sons e vozes, o pouco contato visual e alterações importantes no tônus muscular.

Entre 6 e 12 meses, é importante acompanhar habilidades como sentar sem apoio, tentar se deslocar, apoiar o peso nas pernas, balbuciar, responder ao próprio nome e interagir com as pessoas.

Depois do primeiro ano, a linguagem passa a ter um papel maior. Poucas ou nenhuma palavra, dificuldade para compreender comandos simples e pouca iniciativa para se comunicar podem justificar uma investigação. Aos 2 anos, a combinação de palavras e a evolução do vocabulário são referências importantes.

Com o passar do tempo, também entram na observação a capacidade de conversar, brincar de faz de conta e interagir com outras crianças. A ausência de habilidades esperadas para a idade ou a pouca evolução da linguagem merece ser registrada e discutida em consulta.

Atraso não significa necessariamente transtorno

Segundo Hamilton Henrique Robledo, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, “Cada criança tem seu ritmo, mas isso não significa que um atraso persistente deva ser ignorado. Quando uma habilidade não aparece, uma dificuldade continua ou a criança perde algo que já havia aprendido, é importante conversar com o pediatra e investigar”.

O especialista também afirma que “Um atraso no desenvolvimento não significa, necessariamente, a presença de um transtorno. As causas podem ser variadas e envolver fatores genéticos ou neurológicos, complicações na gestação ou no parto, infecções, alterações auditivas e outras condições. Por isso, a avaliação considera o conjunto do desenvolvimento, e não apenas uma habilidade isolada”.

Como a família pode acompanhar

O primeiro passo é procurar o pediatra. Conforme a avaliação, ele pode indicar o acompanhamento com profissionais como neuropediatra, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo ou especialista em audição.

A Caderneta da Criança, do Ministério da Saúde, ajuda a acompanhar os principais marcos do desenvolvimento e a registrar dúvidas para as consultas. Se uma habilidade não aparece, uma dificuldade persiste ou algo já aprendido é perdido, a orientação é investigar em vez de simplesmente esperar.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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