Viagens de jovens aos EUA exigem planejamento e seguro viagem
Intercâmbios, formaturas e competições esportivas ampliam o perfil das viagens de adolescentes brasileiros aos Estados Unidos
As viagens de adolescentes e jovens brasileiros aos Estados Unidos já não se limitam às férias escolares ou aos tradicionais passeios em família pelos parques temáticos de Orlando. Intercâmbios de curta duração, viagens de formatura, competições esportivas e programas acadêmicos têm movimentado o destino em diferentes épocas do ano, tornando o planejamento ainda mais essencial para as famílias.
Orlando recebeu 736,3 mil brasileiros no último ano, mantendo o Brasil como seu terceiro maior mercado internacional, atrás apenas do Canadá e do Reino Unido, segundo dados da Visit Orlando. Embora não existam números oficiais específicos sobre o público jovem, operadoras de turismo, empresas de intercâmbio e seguradoras relatam um crescimento desse segmento.
Importância do seguro viagem
Viagens de estudos, esportes ou formatura costumam ser planejadas com meses de antecedência e envolvem gastos significativos com passagens, hospedagem, alimentação e inscrições. Por isso, uma emergência médica pode comprometer não apenas o roteiro, mas também o orçamento familiar.
O seguro viagem não é obrigatório para brasileiros que entram nos Estados Unidos, mas oferece cobertura para despesas médicas e hospitalares, assistência 24 horas, traslado médico, repatriação, extravio de bagagem e proteção em casos de cancelamento ou interrupção da viagem, conforme as condições da apólice.
Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, destaca que “o sistema de saúde nos Estados Unidos está entre os mais caros do mundo, e ocorrências aparentemente simples podem gerar contas elevadas”.
Custos elevados de atendimento médico
Dados do Department of Health and Human Services indicam que uma consulta em pronto-socorro pode custar entre US$ 1,5 mil e US$ 3,5 mil, enquanto uma tomografia varia de US$ 1,2 mil a US$ 3 mil. Em casos mais complexos, uma cirurgia de apendicite pode alcançar US$ 50 mil, e o tratamento de uma fratura custa, em média, entre US$ 4 mil e US$ 8 mil.
Um exemplo recente ocorreu em maio, quando a influenciadora brasileira Débora Rocha foi mordida por um cachorro durante uma viagem a Orlando e precisou de atendimento de urgência. A conta hospitalar estimada chegou a US$ 17 mil, valor coberto pelo seguro viagem contratado, cuja apólice previa até US$ 175 mil para despesas médicas.
Cuidados essenciais antes de viajar
Para famílias que organizam viagens de jovens, a recomendação é verificar se a apólice de seguro é compatível com o perfil do viajante e as atividades previstas, como esportes, intercâmbios e excursões, que podem exigir coberturas específicas.
Também é importante manter o número da apólice e o telefone da central de atendimento acessíveis, tanto no celular quanto em versão impressa. Em uma emergência, saber como acionar a assistência pode evitar o pagamento imediato das despesas.
Reichenbach ressalta que “à medida que os roteiros de adolescentes se tornam mais diversificados, cresce também a importância de incluir a proteção financeira no planejamento, e não apenas os custos da experiência em si”.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



