Por que a brasileira vive a beleza de outro jeito

Autocuidado, personalização e curiosidade por novidades definem a consumidora brasileira de beleza

Para muitas brasileiras, cuidar da beleza vai além do simples resultado estético. Visitar salões, fazer manicure, maquiagem, design de sobrancelhas e tratamentos capilares são momentos que representam uma pausa na rotina, um gesto de autocuidado e uma forma de reforçar a autoestima. Esse comportamento singular ajuda a explicar as particularidades do consumo de beleza no Brasil.

O país está entre os três maiores mercados de beleza do mundo e ocupa posição de destaque no consumo de cosméticos e procedimentos estéticos. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o setor representa 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e cresceu cerca de 20% em 2025, com expectativa de continuar crescendo em 2026.

Beleza como parte da rotina

Uma diferença importante em relação a outros países está na frequência com que as brasileiras recorrem aos serviços de beleza. Enquanto em alguns mercados a abordagem é mais prática e minimalista, no Brasil a ida ao salão está associada à convivência, ao bem-estar e à preparação para diferentes momentos do dia.

Gisela Prochaska, CEO da rede de franquias Stylebar, destaca que “para nós, cuidar da aparência vai muito além da estética. É uma questão de autoestima, bem-estar e até de identidade. O brasileiro sempre foi vaidoso, mas hoje essa vaidade evoluiu e está cada vez mais associada ao autocuidado e à valorização de si mesmo”.

O cabelo é um dos principais focos desse hábito. A categoria de produtos capilares alcançou US$ 301 milhões em exportações, com um crescimento de 29,8% no ano passado.

Personalização pesa na escolha

A consumidora brasileira também é descrita como aberta a novidades e interessada em experimentar soluções diferentes. Nesse cenário, tecnologia e atendimento individualizado ganham espaço, especialmente quando proporcionam praticidade e resultados perceptíveis.

Relatórios da McKinsey & Company indicam que inteligência artificial, diagnósticos personalizados e automação do atendimento estão transformando o setor de beleza, tornando a personalização um fator decisivo para a decisão de compra e fidelização das clientes.

Para Gisela Prochaska, a inovação não substitui a relação humana: “Quem consegue oferecer inovação sem abrir mão do atendimento humanizado conquista um consumidor fiel e disposto a investir em experiências que realmente façam sentido para sua rotina”.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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