Pesquisa revela que 92% dos brasileiros tiveram sintomas respiratórios no último ano

Levantamento Datafolha destaca normalização dos sintomas e atraso na busca por atendimento médico

Falta de ar, tosse frequente e nariz entupido são sintomas que afetam a rotina de milhões de brasileiros, mas não deveriam ser encarados como normais. Uma pesquisa inédita realizada pelo Datafolha, em parceria com a biofarmacêutica GSK, revelou que 92% da população brasileira relatou ter apresentado ao menos um sintoma respiratório nos últimos 12 meses.

O levantamento também evidenciou um fenômeno preocupante: a normalização desses sintomas. Para 62% dos entrevistados, tosse ou falta de ar só precisam ser avaliadas por um médico quando começam a limitar as atividades diárias. Além disso, 57% consideram normal sentir falta de ar com o avanço da idade, e o mesmo percentual associa a tosse frequente ao tabagismo.

Conhecimento sobre doenças respiratórias

A asma é a doença respiratória mais conhecida entre os brasileiros, com 84% afirmando ter conhecimento sobre ela. No entanto, entre os pacientes diagnosticados com asma, 24% consideram seu quadro pouco ou nada controlado. O pneumologista José Eduardo Delfini Cançado, professor da Santa Casa de São Paulo, explica que muitas pessoas adaptam suas rotinas às limitações impostas pela asma, acreditando que crises e cansaço são inevitáveis, apesar da existência de tratamentos eficazes.

Por outro lado, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é pouco conhecida: apenas 10% da população afirmam conhecer ou ter ouvido falar da condição, e somente 3% sabem o significado da sigla. Entre os pacientes com diagnóstico de DPOC, 11% declararam não estar realizando nenhum tratamento atualmente.

A polipose nasal é conhecida por apenas 17% dos brasileiros. A obstrução nasal prolongada, sintoma característico, é frequentemente confundida com rinite ou sinusite passageira, o que pode atrasar o diagnóstico. Entre os pacientes com polipose nasal, 33% consideram a doença pouco ou nada controlada.

Quando buscar avaliação médica

Os sintomas relatados podem ter diversas causas, por isso tosse persistente, falta de ar progressiva, chiado no peito, cansaço aos esforços, produção recorrente de catarro, obstrução nasal constante ou perda do olfato devem ser avaliados por um profissional de saúde, especialmente se interferirem no sono, trabalho ou atividades diárias.

Mariana Gazzotti, diretora médica de ImunoResp e Produtos Estabelecidos da GSK Brasil, destaca que “a falta de informação e a aceitação passiva dos sintomas ainda são barreiras críticas para que as pessoas busquem ajuda”.

A pesquisa foi realizada em duas etapas: a primeira, quantitativa e representativa, ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 6 e 10 de julho de 2026, em 137 municípios de todas as regiões do país. A segunda etapa, com amostra intencional, envolveu 213 pacientes diagnosticados com asma, DPOC ou rinossinusite crônica com pólipos nasais, nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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