Oito mulheres são premiadas no Prêmio IMPA de Jornalismo

Jornalistas se destacam na cobertura de matemática e ciência; cerimônia acontece neste sábado (29), durante o Festival da Matemática, no Rio.

O jornalismo científico brasileiro ganhou um destaque feminino inédito na 9ª edição do Prêmio IMPA de Jornalismo. Ao todo, oito mulheres inscritas como autoras foram premiadas nas categorias Matemática e Divulgação Científica, incluindo as vencedoras Catalina Leite, de O Povo (CE), e Maria Clara Rossini, da Superinteressante.

O resultado foi divulgado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) nesta terça-feira (25). A cerimônia está marcada para sábado (29), às 17h30, durante o Festival Nacional da Matemática, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.

Mulheres ocupam espaço na categoria Matemática

Esta foi a primeira vez que quatro mulheres foram premiadas na categoria Matemática. Catalina Leite ficou em primeiro lugar com a reportagem Além dos números: como a matemática constrói a gramática do Universo, que mostra como equações e modelos matemáticos podem antecipar fenômenos e contribuir para descobertas científicas.

Sthephany de Oliveira, do Jornal da USP, conquistou o segundo lugar com um texto sobre infinitos, singularidades e os limites da matemática para representar a natureza. Paloma Oliveto, do Correio Braziliense, ficou em terceiro com uma reportagem que investiga possíveis padrões matemáticos na arte abstrata.

Carolina Nalin, de O Globo, recebeu menção honrosa por uma matéria sobre os efeitos da inteligência artificial no mercado de tecnologia. A categoria também premiou Bruno Romani, do mesmo jornal, por uma experiência jornalística envolvendo uma rede social frequentada por agentes de inteligência artificial.

Ciência contada por diferentes perspectivas

Na categoria Divulgação Científica, Maria Clara Rossini venceu com A vida através do espelho. A reportagem parte do conceito de quiralidade — quando um objeto não pode ser sobreposto à sua imagem no espelho — para discutir física, química, biologia e a origem da vida.

Outras três mulheres receberam menções honrosas: Maria Eduarda Soares Toledo da Costa, do Metrópoles, por uma reportagem sobre paracoccidioidomicose; Fernanda Zibordi Paulo, da Galileu, por uma investigação sobre cavernas do Cerrado e morcegos; e Vanessa Monteiro da Silva, da Amazônia Vox.

“É uma alegria ver o jornalismo científico sendo feito por tantas mulheres talentosas. Pela primeira vez, elas são maioria entre os premiados, e a matemática só tem a ganhar quando as histórias são contadas por vozes diversas. Esta edição mostra que estamos no caminho certo”, afirmou Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA e presidente da comissão julgadora.

Criado em 2018, o prêmio recebeu 150 reportagens de 18 estados e do Distrito Federal. A premiação em dinheiro soma R$ 36 mil nesta edição, e os vencedores também participarão de uma mesa-redonda no sábado. A participação no Festival Nacional da Matemática é gratuita.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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