Livro “É Vida Que Segue!” usa pós-vida para discutir luto e recomeços
Obra de Daniela Yuri Uchino será lançada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Em “É Vida Que Segue! – Memórias póstumas de gente como a gente”, Daniela Yuri Uchino apresenta um pós-vida repleto de situações cotidianas, onde a morte não é o fim, mas o início de uma nova etapa. O livro será lançado durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em setembro, e combina humor, crítica social e reflexões sobre temas como luto, culpa, solidão e a possibilidade de recomeçar.
A narrativa começa com um protagonista anônimo que, enquanto espera um ônibus após um dia exaustivo de trabalho, reencontra a tia Valdívia, falecida anos antes. A partir desse encontro, ele é conduzido a um universo que inclui um hospital espiritual, filas, terapia e até uma agência de empregos para almas, onde os recém-chegados precisam se adaptar a regras e desafios dessa nova realidade.
Um além com problemas terrenos
O livro é estruturado como uma coleção de contos interligados, permitindo que cada história seja lida de forma independente, enquanto os personagens se cruzam ao longo da obra. Entre eles estão Aurélia, uma mãe sobrecarregada que morre de ataque cardíaco; Erick, um advogado que se tornou “pai dos próprios pais”; Mark Purple, um cabeleireiro vaidoso que descobre um filho que nunca conheceu; e Anara, uma psicóloga que realiza o sonho de publicar um livro de autoajuda no Além.
Luto, solidão e tecnologia
Alguns contos abordam experiências dolorosas com sensibilidade. Francisca, uma idosa que perde o filho, escreve uma carta com seus últimos desejos, conduzindo a uma reflexão sobre o luto e a solidão na velhice. Malcom, um homem solitário assassinado, precisa reconstituir seu próprio crime em uma sessão de imersão com inteligência artificial no Entre Mundos, trazendo à tona temas como violência urbana e invisibilidade social.
A obra também dialoga com questões contemporâneas, como ansiedade, redes sociais e o impacto da inteligência artificial na forma como revisitamos nossas memórias. Elementos como a Rádio Reencontro e a revista homônima criam uma ponte entre o Além e a Terra, reforçando a ideia de que vida e morte permanecem em constante movimento.
Encontro com a autora na Bienal
Daniela Yuri Uchino estará presente no estande do “Escreva, Garota!” (G80) durante a Bienal nos dias 7 de setembro, das 16h às 18h; 9 de setembro, das 15h às 19h; 10 de setembro, das 13h às 18h; e durante todo o dia 11 de setembro.
Doutora em Letras pela USP, Daniela é autora de “Somos Todos Malas” (2021) e “O Natal dos Malas” (2022). Em seu novo livro, inspirado na tradição das “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, a escritora utiliza humor e leveza para abordar escolhas, arrependimentos e a difícil tarefa de seguir em frente.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



