Efeito platô no emagrecimento: como retomar o processo
Entenda por que o peso pode estacionar mesmo com dieta e exercícios e veja estratégias sustentáveis para lidar com essa fase.
Você mantém uma alimentação equilibrada, continua se exercitando e, ainda assim, a balança parece não sair do lugar? O chamado efeito platô no emagrecimento pode acontecer semanas ou meses após o início de um programa de perda de peso. Embora seja frustrante, essa estabilização não significa que todo o esforço tenha sido em vão.
O corpo se adapta à redução de peso e passa a economizar energia. Por isso, o emagrecimento não costuma ocorrer de forma linear — compreender esse processo ajuda a evitar decisões extremas e o conhecido efeito sanfona.
Por que o peso estaciona?
Segundo a nutricionista Adriana Stavro, a perda de gordura pode ser acompanhada por uma redução do gasto energético total, que inclui mudanças na taxa metabólica basal, no efeito térmico dos alimentos e no gasto de energia das atividades cotidianas não estruturadas, conhecido como NEAT (atividade física não associada ao exercício).
Além disso, ocorrem alterações hormonais que influenciam a fome e a saciedade. A leptina, hormônio produzido pelas células de gordura que promove saciedade e aumenta o gasto energético, diminui com a redução da massa gorda, favorecendo maior ingestão alimentar. Por outro lado, a grelina, associada ao aumento da fome, pode se elevar após a perda de peso. Outros hormônios, como T3, insulina, GLP-1 e PYY, também participam dessa complexa adaptação do organismo.
Frustração pode atrapalhar a continuidade
Quando a expectativa é de uma queda constante na balança, o platô pode ser interpretado como fracasso. Essa percepção pode levar à perda de motivação, redução da adesão ao tratamento e, em alguns casos, ao abandono do processo.
Fatores como estresse, sono de baixa qualidade e dificuldades para manter a rotina também influenciam o apetite, as escolhas alimentares e a disposição para se movimentar. Por isso, focar apenas no número da balança pode deixar de fora informações importantes sobre a saúde geral.
O que pode ajudar a lidar com o platô?
Evitar dietas muito restritivas e revisar o plano com um profissional de saúde são recomendações importantes. Entre as estratégias que podem ser consideradas estão:
- Reavaliar a ingestão alimentar e o nível de atividade física;
- Combinar exercícios aeróbicos e treino de força, conforme as condições individuais;
- Aumentar o movimento no dia a dia, como caminhadas e outras atividades não estruturadas;
- Estabelecer metas realistas e usar o automonitoramento;
- Avaliar sono, estresse e possíveis dificuldades de adesão;
- Acompanhar também energia, composição corporal e indicadores de saúde metabólica.
Proteína precisa ser individualizada
O material indica uma faixa de 1,2 a 2,0 gramas de proteína por quilo de peso ao dia, ressaltando que a necessidade varia conforme peso, composição corporal, idade, nível de atividade física e condição clínica. Portanto, a quantidade deve ser avaliada individualmente.
Mais do que buscar uma queda rápida na balança, o objetivo é construir um plano sustentável. Em caso de estagnação persistente, é recomendável consultar um nutricionista ou médico para investigar o contexto e ajustar a estratégia com segurança.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



