Alzheimer ou depressão? Como identificar os sinais
Sintomas semelhantes podem confundir diagnóstico; avaliação precoce é fundamental para o cuidado adequado
Falhas de memória, apatia, isolamento e mudanças de comportamento nem sempre indicam depressão. Em pessoas idosas, esses sinais também podem aparecer nos estágios iniciais da Doença de Alzheimer, o que pode atrasar a busca por ajuda adequada.
Por isso, mudanças persistentes no humor, na memória ou na rotina merecem atenção da família e avaliação médica. O diagnóstico não deve ser baseado em um sintoma isolado, pois diferentes condições podem afetar a saúde emocional e cognitiva.
Diferenças entre depressão e Alzheimer
Depressão e Alzheimer podem apresentar sinais semelhantes, como desinteresse por atividades antes prazerosas, alterações de humor, apatia e queixas de memória. No entanto, a forma como esses sintomas surgem e evoluem pode indicar a condição correta.
Na depressão, as falhas de memória geralmente são secundárias ao quadro de humor e podem melhorar com tratamento adequado. Já na Doença de Alzheimer, os esquecimentos tendem a ser progressivos e podem comprometer a autonomia no dia a dia.
Thaís Bento Lima da Silva, gerontóloga e doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), destaca que a identificação precoce é fundamental para organizar o cuidado. “Quando diagnosticada no início, é possível retardar seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família”, afirma.
Quando buscar avaliação médica
É recomendável procurar orientação médica diante de mudanças persistentes na memória ou comportamento, especialmente se familiares perceberem alterações no funcionamento habitual da pessoa ao longo do tempo.
Esquecer ocasionalmente um nome ou compromisso não indica Alzheimer. O que merece investigação é a repetição dos episódios, a piora progressiva e a interferência em tarefas cotidianas, como organizar a rotina, administrar compromissos ou realizar atividades conhecidas.
Estimulação cognitiva e hábitos saudáveis
Além do acompanhamento médico, estratégias não farmacológicas podem contribuir para o cuidado. A estimulação cognitiva envolve atividades que exercitam memória, atenção, raciocínio e linguagem. Segundo a especialista, esses exercícios podem proteger contra o declínio cognitivo ou postergar o aparecimento de um quadro demencial.
“Quanto mais se usa o cérebro, melhor ele funciona e mais protegido ele ficará de doenças e da degeneração”, ressalta Thaís.
Esse cuidado deve ser combinado com atividade física regular, alimentação balanceada, sono de qualidade e estímulos intelectuais constantes. Essas medidas não substituem a avaliação profissional, mas ajudam a manter a saúde cognitiva durante o envelhecimento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



