Colesterol alto pode ser genético: entenda a hipercolesterolemia familiar

Condição eleva LDL desde cedo, mesmo em pessoas magras e ativas; diagnóstico precoce protege o coração e ajuda a investigar a família

Nem sempre o colesterol alto está ligado a maus hábitos alimentares ou sedentarismo. Em alguns casos, a causa é genética, como na hipercolesterolemia familiar, que mantém o LDL — conhecido como “colesterol ruim” — elevado desde o nascimento, mesmo em pessoas jovens, magras e com rotinas saudáveis.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 40% da população brasileira apresenta colesterol elevado, uma condição silenciosa que só pode ser detectada por exames de sangue.

Por que a hipercolesterolemia familiar merece atenção?

O cirurgião cardiovascular Dr. Élcio Pires Junior explica que o principal risco está na exposição prolongada do organismo ao LDL alto, que pode levar à formação de placas nas artérias e aumentar a chance de infartos precoces.

“A hipercolesterolemia familiar não é simplesmente consequência de comer gordura ou não fazer exercício. É uma condição genética em que o colesterol ruim permanece elevado desde cedo, expondo as artérias ao LDL alto por décadas e elevando o risco de infarto em idades mais jovens”, afirma o especialista.

A suspeita da doença pode surgir diante de níveis muito altos de LDL ou histórico familiar de colesterol elevado, infarto, AVC ou morte súbita em parentes jovens. Em alguns casos, podem surgir depósitos de gordura na pele, tendões ou ao redor dos olhos, embora muitos pacientes não apresentem sinais visíveis.

Importância da investigação familiar

Quando uma pessoa é diagnosticada com hipercolesterolemia familiar, é fundamental avaliar pais, irmãos e filhos, pois a condição é hereditária e outros familiares podem estar em risco sem saber.

“Um ponto importante é investigar a família. A chance de haver outros familiares afetados é relevante”, orienta Dr. Élcio.

Tratamento e prevenção

Medidas como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, controle do peso e abandono do tabagismo são essenciais para a saúde cardiovascular. No entanto, para quem tem hipercolesterolemia familiar, essas ações podem não ser suficientes para controlar o LDL, sendo necessário o uso de medicamentos e acompanhamento médico constante.

“Há pacientes que fazem dieta, praticam exercício e, ainda assim, mantêm colesterol muito alto. Isso não significa falha pessoal, mas sim um componente genético importante que exige tratamento individualizado”, destaca o cirurgião.

Como o colesterol alto é silencioso, esperar sintomas como dor no peito ou falta de ar pode significar que a doença cardiovascular já está instalada. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para proteger o coração e evitar complicações.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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