Alimentos proteicos: quando o “fit” não é sinônimo de saudável
Shakes, barras e iogurtes proteicos facilitam a rotina, mas não substituem uma alimentação variada nem dispensam a leitura dos rótulos.
A praticidade dos shakes, barras de proteína e iogurtes proteicos tem conquistado espaço na rotina de quem busca uma alimentação mais saudável. No entanto, o rótulo “fit” não garante que o produto seja uma escolha adequada para o consumo diário. O grau de processamento e o papel desse alimento na dieta são fatores essenciais a considerar.
Isso é especialmente importante porque muitos produtos com apelo funcional ou proteico podem ser ultraprocessados, dependendo da sua composição. Um estudo publicado na revista The Lancet, intitulado Alimentos ultraprocessados e saúde humana: a tese principal e as evidências, relaciona o consumo frequente desses alimentos ao aumento do risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Proteína na embalagem não garante saúde
Yuri Sato, nutricionista e coordenadora de Nutrição do grupo Care Plus, alerta que expressões como “fit”, “zero açúcar” e “alto teor de proteína” não indicam necessariamente que o alimento seja saudável. Para escolhas mais conscientes, é fundamental analisar a lista de ingredientes, a tabela nutricional e o grau de processamento, conforme a classificação NOVA.
O Guia Alimentar para a População Brasileira, documento oficial do Ministério da Saúde, recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados. Frutas, legumes, verduras e grãos devem formar a base da alimentação, enquanto produtos industrializados devem ser consumidos pontualmente, de acordo com as necessidades e a rotina de cada pessoa.
“Uma regra básica é: dê prioridade a alimentos in natura – como frutas, legumes, verduras e grãos – ou alimentos minimamente processados”, orienta Yuri Sato.
Evitar que a praticidade vire dependência
Consumir uma barra ou um shake ocasionalmente não é problemático. O desafio surge quando esses produtos substituem, de forma recorrente, refeições completas e variadas. Planejar as refeições da semana pode ajudar a evitar decisões de última hora e garantir a presença de alimentos frescos na dieta.
- Leia a lista de ingredientes antes de se basear apenas nas promessas da embalagem;
- evite transformar produtos proteicos em substitutos permanentes das refeições;
- organize compras e preparos conforme sua rotina;
- considere suas necessidades nutricionais e hábitos pessoais, em vez de copiar dietas alheias.
O Guia Alimentar destaca que a falta de tempo, a perda das habilidades culinárias e a publicidade são obstáculos para uma alimentação equilibrada. Por isso, o foco deve ser a construção de hábitos sustentáveis, não a classificação dos alimentos entre “bons” e “ruins”.
“Produtos proteicos e outros alimentos industrializados não devem substituir, de forma recorrente, refeições completas e variadas”, reforça a nutricionista. “Escolhas saudáveis dependem menos de produtos específicos e mais da construção de uma rotina alimentar equilibrada.”
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



