Teste BRCA no SUS: avanços na prevenção e tratamento do câncer
Exame genético para identificar mutações hereditárias em BRCA1 e BRCA2 será oferecido a mulheres com câncer de mama que atendam critérios clínicos
A incorporação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de um teste genético para identificar mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2 representa um avanço significativo na medicina de precisão. O exame, aprovado pelo Ministério da Saúde após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), será destinado a mulheres com diagnóstico de câncer de mama que atendam a critérios clínicos estabelecidos.
Esses genes estão envolvidos em mecanismos de reparo do DNA, e algumas variantes patogênicas podem aumentar a predisposição hereditária para câncer de mama e ovário. Contudo, a presença dessas mutações não determina que a doença necessariamente ocorrerá, sendo fundamental interpretar os resultados dentro do contexto clínico e familiar.
Importância do histórico familiar
A investigação genética é recomendada quando há sinais como câncer de mama em idade jovem, câncer de mama bilateral, casos de câncer de ovário na família ou câncer de mama em homens. A combinação de diferentes tipos de tumores entre parentes também pode indicar a necessidade de avaliação.
Conhecer detalhadamente a história familiar é essencial para que o médico avalie o risco e a indicação para o teste genético, considerando idade ao diagnóstico, tipo de tumor e número de familiares afetados.
Impacto para familiares e tratamento
Como as mutações hereditárias podem ser transmitidas entre gerações, a identificação de uma variante patogênica pode abrir a possibilidade de avaliação para parentes que possam ter herdado a mesma alteração. Entretanto, o aconselhamento genético é fundamental para orientar quem deve ser testado e para explicar o significado dos resultados.
Além disso, o conhecimento genético pode influenciar decisões terapêuticas, permitindo estratégias de tratamento mais personalizadas e ações de prevenção mais eficazes.
Limitações do teste genético
Apesar do avanço, o teste genético não substitui exames preventivos tradicionais, como mamografia, consultas médicas e exames clínicos. Um resultado negativo para BRCA1 e BRCA2 não elimina o risco de câncer de mama, que deve ser avaliado considerando múltiplos fatores, incluindo estilo de vida e histórico pessoal.
O principal benefício do teste está em transformar a predisposição genética em informação útil para o cuidado individualizado, possibilitando que a equipe de saúde discuta estratégias de acompanhamento e prevenção adequadas para cada mulher.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



