Liderança feminina: o custo de chegar e permanecer no topo
Evento da Vitta reuniu 50 executivas de RH para discutir saúde mental, limites e longevidade nas carreiras femininas
Chegar ao topo ainda é uma exceção para as mulheres no Brasil. Segundo levantamento do Evermonte Institute citado pela Vitta, elas ocupam apenas 5,2% dos cargos de CEO no país. Mas, além de conquistar uma posição de liderança, existe outra questão que começa depois da promoção: como permanecer nela sem comprometer a saúde e a vida pessoal?
Esse foi o ponto central do Vitta Pioneiras — Tempo de Jogo, encontro realizado em São Paulo na terça-feira (11), com a participação de 50 executivas de recursos humanos. Promovido pela Vitta, corretora de benefícios corporativos do Grupo Stone, o evento discutiu longevidade profissional, saúde mental, maturidade na liderança e os desafios que nem sempre aparecem nos currículos.
O peso invisível da alta performance
O debate questionou a ideia de que uma carreira bem-sucedida precisa ser construída em ritmo acelerado, com disponibilidade permanente e crescimento constante. Para muitas mulheres, a pressão profissional se soma a uma carga maior de trabalho doméstico e cuidados.
No levantamento nacional mais recente do IBGE sobre o tema, as mulheres dedicavam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e aos cuidados de pessoas. Entre os homens, a média era de 11,7 horas, uma diferença de 9,6 horas por semana.
A saúde mental também aparece como um alerta. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2024, as mulheres representaram 63,8% dos mais de 472 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais registrados no país.
Carreira longa também exige limites
Para Claudia Regina Galdino, CEO da Vitta, falar sobre liderança inclui discutir a sustentabilidade dessas trajetórias. Lidero uma empresa que existe para cuidar de saúde. E saúde também é isso: ter, de tempos em tempos, um tempo que é só seu. Criar um espaço de descanso real para quem decide política de saúde dentro das empresas não é ação de marca descolada do negócio, é coerência entre o que a gente vende e o que a gente pratica
, afirma.
As conversas do encontro foram organizadas em quatro eixos:
- protagonismo sem exaustão;
- longevidade intencional;
- liderança na era da inteligência artificial;
- sustentabilidade pessoal.
Também entraram em pauta renúncias, recomeços, mudanças de rota e decisões pessoais que acompanham uma carreira executiva. Para Fernanda Diniz, Head de Marketing da Vitta, o objetivo foi ampliar a visão de sucesso profissional. Criamos um espaço onde mulheres em posições de decisão puderam falar sobre o que realmente sustenta uma carreira no longo prazo. Quando a vulnerabilidade deixa de ser tratada como fraqueza, surgem conversas muito mais reais sobre liderança, saúde e longevidade profissional
, pontua.
O Vitta Pioneiras contou ainda com participação de Daniella Dall’Acqua, da FESA Group, e painel mediado por Djane Tomé Sant’Anna, com Aline Penna, Andréa Milan, Priscila Siqueira e Paula Rocha. Tânia Bulhões sediou o encontro, que também teve participação da AWS.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



