FILE 2026 explora arte e inteligência artificial na Avenida Paulista
Exposição gratuita no Centro Cultural FIESP reúne 160 obras de 48 países sobre criatividade compartilhada
Como a inteligência artificial pode transformar a forma como criamos, lembramos e percebemos o mundo? Essa é uma das questões centrais do FILE São Paulo 2026, que acontece no Centro Cultural FIESP, na Avenida Paulista, com a exposição gratuita A Intercriatividade. A mostra fica em cartaz de 20 de agosto a 11 de outubro.
Em sua 26ª edição, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica reúne cerca de 160 obras de artistas de 48 países. O foco está na criatividade como um processo compartilhado entre humanos, sistemas inteligentes, organismos vivos e ambientes tecnológicos — uma abordagem que interessa tanto a entusiastas da tecnologia quanto a quem busca um passeio cultural inovador.
Uma exposição para interagir e refletir
A programação inclui instalações interativas e imersivas, realidade virtual e aumentada, games, animações generativas, música, vídeos, cinema, workshops de livecoding e arte urbana. O festival propõe observar a inteligência artificial não apenas como ferramenta, mas como participante ativa nos processos criativos, perceptivos e relacionais.
Destaque para Algorithmic Perfumery, do artista Frederik Duerinck, que transforma memórias, emoções e referências fornecidas pelo visitante em uma composição olfativa única, criada em colaboração com uma inteligência artificial. A obra exemplifica a intercriatividade entre pessoa e máquina.
Outra instalação marcante é Ancestors, de Hanna Haaslahti, que cria uma árvore genealógica digital coletiva. O visitante torna-se o primeiro membro de uma família fictícia, cujos descendentes digitais são gerados por inteligência artificial, formando conexões que crescem durante a exposição.
Memória, percepção e os limites da tecnologia
Outras obras exploram a fragilidade das informações e a construção das lembranças. Em Transmissions into the Void (Non-Linear), Dennis Peter usa luz e som para refletir sobre a deterioração de dados, registros e memórias ao longo do tempo.
Em A Walled City, de Weidi Zhang e Rodger Luo, imagens pessoais enviadas pelo público são reinterpretadas por um sistema de inteligência artificial e transformadas em espaços arquitetônicos de uma cidade virtual em expansão.
A exposição também inclui INEVITABLY BLUE, de Sophia Bulgakova, e Gravidade VR, de Amir Admoni e Fabito Rychter, que convidam o visitante a questionar equilíbrio, orientação, corpo e realidade por meio de luz, som e realidade virtual.
Conferência sobre criatividade humana e inteligência artificial
A abertura conceitual do FILE 2026 terá a conferência Human Creativity versus Artificial Intelligence, ministrada pelo matemático Gregory Chaitin, uma das principais autoridades em teoria algorítmica da informação, ao lado da epistemóloga Virginia Chaitin. O encontro discute até que ponto a inteligência artificial pode reproduzir processos criativos humanos e quais formas de intuição, descoberta e imaginação permanecem fora do alcance dos algoritmos.
Segundo a equipe curatorial, formada por Ricardo Barreto, Paula Perissinotto, Clarissa Vidotto e Victor Sardenberg, “A Intercriatividade não busca respostas definitivas, mas convida o público a reconhecer, no interior dos sistemas mais complexos, aquilo que permanece em aberto, indeterminado e vivo”.
FILE São Paulo 2026 — “A Intercriatividade”
Local: Centro Cultural FIESP
Período: de 20 de agosto a 11 de outubro
Entrada: gratuita
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



