Fabi Fregonesi trocou o corporativo pela fotografia subaquática

Após duas décadas na publicidade e no Google, fotógrafa brasileira transformou uma paixão antiga em carreira e reconhecimento internacional.

Trocar uma carreira consolidada por uma paixão antiga pode parecer uma decisão impulsiva, mas a história da fotógrafa subaquática Fabi Fregonesi mostra outro caminho. Depois de duas décadas no mercado de publicidade, incluindo uma passagem pelo Google, ela planejou a transição profissional até transformar o mergulho e a fotografia em trabalho.

O reconhecimento veio em escala internacional: Fabi se tornou a primeira brasileira, entre homens e mulheres, a subir ao pódio do Underwater Photographer of the Year. Ela conquistou o terceiro lugar na categoria “Wrecks” (Naufrágios), em uma disputa com mais de 6.500 imagens de fotógrafos de diferentes países.

Uma mudança construída com planejamento

A relação de Fabi com o mar começou antes da mudança de carreira. Ela mergulha desde 2009 e fotografa debaixo d’água desde 2012. Durante esse período, foi desenvolvendo conhecimento técnico e também se preparando financeiramente para não depender de um retorno imediato com a nova profissão.

“Existe uma ideia de que mudanças de carreira acontecem apenas porque alguém decidiu largar tudo e seguir um sonho. Não foi assim comigo”, afirma Fregonesi. Segundo ela, a decisão foi resultado de estudo, organização e de uma base construída ao longo de anos.

Em 2023, um grave problema de saúde tornou a reflexão sobre prioridades ainda mais urgente. Diagnosticada com diverticulite com perfuração intestinal, Fabi passou por cirurgia e foi internada quatro vezes ao longo do ano. Durante uma viagem à África do Sul, ouviu da equipe médica que sua condição representava risco de vida.

No ano seguinte, uma reestruturação interna no Google acelerou um processo que já vinha sendo planejado. A saída da empresa, porém, partiu da própria fotógrafa, que decidiu aproveitar o momento para se dedicar à paixão que já fazia parte de sua vida.

Fotografia como aproximação e preservação

Para Fabi, registrar o fundo do mar não é apenas uma experiência estética. As imagens também ajudam a apresentar ao público paisagens, animais e ecossistemas que poucas pessoas têm a oportunidade de conhecer.

“Quando as pessoas se encantam, elas passam a valorizar e proteger aquilo que estão vendo”, explica. Nesse sentido, a fotografia subaquática se torna uma ferramenta de educação ambiental e uma forma de ampliar o olhar sobre a preservação dos oceanos.

Nos últimos dois anos, Fabi acumulou mais de 30 premiações internacionais, incluindo reconhecimentos no One Eyeland Award, no Scuba Diving Magazine Through Your Lens, no Ocean Geographic Pictures of the Year, no 35 Awards e no Sony World Photography Awards.

Sua trajetória também reforça que uma transição de carreira pode ser gradual. Em vez de abandonar tudo de uma vez, ela construiu um novo caminho enquanto ainda avaliava riscos, possibilidades e condições para tornar a mudança sustentável.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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