Vitamina C no skincare: concentração maior funciona melhor?

Estabilidade, formulação e embalagem podem ser tão importantes quanto a porcentagem do ativo na escolha de um produto para a pele.

A vitamina C continua entre os ativos mais conhecidos do skincare, mas olhar apenas a porcentagem indicada na embalagem pode ser insuficiente para entender o desempenho de um produto. A estabilidade da fórmula, a forma da molécula, a combinação com outros ingredientes e até o tipo de embalagem também são fatores essenciais nessa avaliação.

O tema foi abordado em material divulgado pela Creamy em agosto de 2026. De acordo com a marca, a vitamina C, especialmente em sua forma pura, é sensível à oxidação quando exposta a fatores como ar e luz. Por isso, desenvolver um cosmético com o ativo envolve mais do que escolher uma concentração alta.

Por que a estabilidade importa?

Quando se fala em vitamina C, é comum que o número estampado no rótulo chame atenção. No entanto, a concentração, sozinha, não informa como o ativo foi estabilizado ou protegido ao longo das aplicações.

“Analisar apenas a concentração é uma forma muito simplificada de avaliar um cosmético. No caso da vitamina C, precisamos considerar a estabilidade do ativo e a formulação como um todo. Uma porcentagem maior, isoladamente, não significa necessariamente maior eficácia”, explica Luiz Romancini, dermatologista e cofundador da Creamy, segundo o material.

A embalagem também pode fazer parte dessa estratégia. As vitaminas C da marca utilizam sistema airless, que reduz o contato da fórmula com o ar durante o uso e, de acordo com a Creamy, ajuda a protegê-la contra a oxidação.

Quais formas de vitamina C aparecem nas fórmulas?

O material apresenta duas formulações da marca como exemplos de caminhos diferentes para trabalhar o ativo. A Vitamina C reúne 10% de vitamina C a partir da combinação de Ethyl-Ascorbic Acid e Ascorbyl Glucoside, associada à vitamina E e ao ácido ferúlico. Segundo a empresa, a fórmula tem ação antioxidante.

Já a Vitamina C Gold utiliza a tecnologia Golden C™, descrita pela marca como uma forma de estabilizar o ácido ascórbico, a versão pura da vitamina C, com ouro. A composição também inclui Ascorbyl Tetraisopalmitate, uma forma lipossolúvel do ativo, e é apresentada com foco adicional em manchas e uniformização do tom da pele.

O que observar antes de escolher?

Para o consumidor, a principal lição é ampliar os critérios de comparação. Além da concentração, vale conferir:

  • a forma de vitamina C usada na composição;
  • as tecnologias empregadas para estabilizar o ativo;
  • a combinação com outros ingredientes;
  • o tipo de embalagem;
  • as recomendações de conservação.

“Eficácia não é uma corrida pela maior concentração, mas resultado de uma formulação bem construída”, afirma Romancini no material divulgado. Assim, a pergunta mais útil talvez não seja apenas se a vitamina C funciona, mas como aquela fórmula foi desenvolvida para preservar o ativo durante a rotina de cuidados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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