Hospitais investem R$ 200 mil por leito em tecnologia para integrar gestão
Sistemas integrados conectam compras, estoque e finanças para reduzir desperdícios e apoiar decisões sem comprometer a assistência
Hospitais privados investem, em média, R$ 200 mil por leito ao ano em tecnologia da informação, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse valor coloca a gestão hospitalar entre as operações mais intensivas em tecnologia no Brasil, aumentando a pressão por soluções que contenham custos sem prejudicar a qualidade da assistência.
Uma das principais estratégias adotadas pelo setor é o uso de sistemas de gestão integrados, que conectam áreas como compras, estoque, contratos e finanças. O objetivo é melhorar a circulação das informações para que os gestores possam identificar custos e gargalos operacionais com mais precisão.
Por que integrar os sistemas do hospital?
Hospitais costumam operar dezenas de sistemas especializados, incluindo prontuário eletrônico, sistemas assistenciais e ferramentas de faturamento. Quando essas plataformas não se comunicam, as informações ficam fragmentadas, dificultando a tomada de decisões.
Thiago Amante, Diretor de SAP Solutions Brasil na TIVIT, explica: “Um hospital costuma operar dezenas de sistemas especializados que raramente conversam entre si, do prontuário eletrônico ao faturamento. Cada um guarda um pedaço do dado, e a falta de integração cria silos que escondem custos e atrasam decisões. É nesse ponto que entra o ERP, o sistema que consolida a espinha administrativa e financeira da operação.”
O ERP não substitui o prontuário eletrônico nem os sistemas clínicos, mas organiza a parte administrativa e financeira, permitindo cruzar informações para analisar, por exemplo, o custo de cada procedimento e o uso dos materiais.
Estoque e compras são pontos críticos
A cadeia de suprimentos é uma das áreas em que a falta de integração pode gerar maiores prejuízos. Medicamentos e materiais especiais, como OPME, representam uma parcela significativa das despesas hospitalares. Sem comunicação entre compra, estoque e consumo, há risco tanto de perdas por vencimento quanto de falta de itens essenciais para procedimentos.
Com dados conectados, a gestão pode dimensionar melhor os estoques e antecipar necessidades. Painéis analíticos e inteligência artificial auxiliam na identificação de padrões de demanda, embora o sucesso dependa da qualidade das informações e dos processos adotados.
Modernização sem interromper o atendimento
A urgência para modernizar os sistemas aumentou com o calendário da SAP, que prevê o fim da manutenção padrão do ECC, geração anterior do seu ERP, em dezembro de 2027. A migração para o S/4HANA requer planejamento cuidadoso, especialmente em hospitais, onde a operação não pode ser paralisada nem prejudicar a assistência.
Segundo Amante, a tecnologia por si só não garante resultados: “O hospital que extrai valor de um sistema como o SAP é o que o usa para apoiar decisão de negócio, para além do registro de transações. Isso exige revisar processos, padronizar operações e cuidar da governança do dado.”
Assim, o desafio vai além da troca de plataformas: é integrar informações clínicas, operacionais e financeiras para acelerar decisões e transformar o investimento em tecnologia em uma gestão hospitalar mais eficiente.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



