ANS defende regulação ágil para avanço da IA na saúde suplementar

Especialistas discutem no Arvo Summit a importância de dados estruturados e foco no paciente

A inteligência artificial (IA) está transformando a gestão da saúde suplementar, mas seu impacto depende da capacidade do setor em estruturar dados, usar a tecnologia estrategicamente e manter o paciente como prioridade. Essa foi a principal conclusão do Arvo Summit, realizado em 20 de agosto de 2026, em São Paulo, que reuniu líderes de operadoras, hospitais, empresas de tecnologia e autoridades para debater o futuro do setor.

Regulação precisa acompanhar o avanço tecnológico

Na abertura do evento, Wadih Damous, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ressaltou que eficiência e justiça devem caminhar juntas na transformação do setor, sempre com o paciente no centro. “Defendo que no centro do sistema de saúde esteja a pessoa, o paciente, não o procedimento”, afirmou.

Damous também destacou a necessidade de acelerar a adaptação regulatória para acompanhar o avanço das ferramentas de inteligência artificial preditiva. Segundo ele, o setor operou por décadas com dados defasados, e a regulação precisa avançar para melhorar o sistema. “Sabemos que o abandono de tratamento não é exceção; é uma rotina silenciosa no nosso sistema. O uso da IA me interessa como regulador para transformar dado em prevenção e prevenção em vida preservada”, completou.

Organização dos dados é pré-requisito para a IA

Um dos desafios apontados no encontro foi a fragmentação das informações no setor. Rodrigo Rocha, ex-CEO da Amil, comparou a situação à construção de um prédio: “Não se vai ao quinto andar do prédio sem antes ter o térreo construído”. Isso significa que a base de dados precisa estar estruturada para que a IA possa ser aplicada com eficácia.

Uso estratégico da tecnologia e foco no paciente

Luccas Adib, CEO do Grupo Hapvida, destacou que o avanço tecnológico deve estar associado a decisões concretas sobre alocação de recursos, visando não apenas a cobertura de sinistros, mas a geração de mais saúde para o paciente.

Frederico Cruz, diretor financeiro do Blanc Hospital, ressaltou o potencial da IA para eliminar gastos desnecessários e reorganizar as relações entre operadoras e prestadores de saúde. “Relações comerciais não podem se sobrepor ao paciente. A IA vai hierarquizar essas relações”, afirmou.

O painel final abordou os agentes autônomos e a produtividade com IA. Rafael Tinoco, CPO e cofundador da Arvo, destacou que a questão não é mais se a IA consegue executar tarefas, mas se ela pode ser autorizada a tomar decisões.

O consenso do Arvo Summit foi que a transformação digital da saúde suplementar exige uma combinação de dados estruturados, inteligência especializada, regulação atualizada e decisões orientadas por valor, sempre com o paciente no centro da equação.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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