Esclerose múltipla: 6 sinais que merecem atenção
Visão embaçada, formigamento e fadiga intensa podem ter várias causas, mas alterações neurológicas persistentes precisam de avaliação médica.
Uma visão que fica embaçada de repente, um formigamento inesperado ou uma fraqueza em um dos braços ou das pernas podem parecer episódios passageiros. Mas, quando uma alteração neurológica surge e foge do habitual, procurar atendimento é importante. Esse é um dos principais alertas relacionados à esclerose múltipla (EM), doença crônica e autoimune que afeta o sistema nervoso.
No Brasil, estima-se que cerca de 40 mil pessoas convivam com a doença. Durante o Agosto Laranja, mês de conscientização sobre a esclerose múltipla, o objetivo é ampliar o conhecimento sobre os sinais e estimular a busca por avaliação médica.
Quais sintomas podem aparecer?
A esclerose múltipla acontece quando o sistema de defesa do organismo passa a atacar estruturas do sistema nervoso. Isso pode prejudicar a comunicação entre o cérebro e diferentes partes do corpo. Os sintomas variam bastante, mas os mais citados incluem:
- visão embaçada ou outras alterações visuais;
- dormência ou formigamento;
- fraqueza muscular em braços ou pernas;
- dificuldade para caminhar;
- perda de equilíbrio e de coordenação;
- fadiga intensa, que não melhora mesmo após o descanso.
Também podem ocorrer alterações cognitivas ou emocionais. Ter um desses sinais, porém, não significa necessariamente que a pessoa tenha esclerose múltipla. Outras condições de saúde podem provocar sintomas semelhantes, e tentar chegar a um diagnóstico por conta própria pode atrasar o cuidado adequado.
Quando procurar ajuda?
Para a neurologista Carla Renata Aparecida Vieira Stella, especialista em neurologia e com atuação em neuroimunologia, mudanças diferentes do habitual não devem ser ignoradas. “É importante que a família não ignore mudanças que aparecem de forma diferente do habitual, principalmente quando são sintomas neurológicos. Procurar atendimento médico é o primeiro passo para entender o que está acontecendo”, orienta.
A porta de entrada pode ser a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou outro serviço público disponível na cidade. Após a avaliação inicial, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado, quando necessário. O diagnóstico e o acompanhamento precoces são importantes porque existem tratamentos capazes de controlar a atividade da doença e reduzir o risco de novos episódios, sempre conforme a avaliação médica individual.
Informação também acolhe a família
A neurologista reforça que não é preciso saber o nome da doença antes de buscar ajuda: “Não é preciso saber o nome da doença para procurar ajuda. Se alguma coisa mudou no corpo e essa mudança não parece normal, converse com um profissional de saúde”.
Além dos sintomas, o impacto da esclerose múltipla alcança a rotina e os cuidadores. “Quando falamos de uma doença crônica, não estamos falando apenas de um diagnóstico. Estamos falando de uma pessoa, de uma família e de uma rotina que pode mudar. O cuidador precisa olhar para todos esses aspectos”, destaca Stella.
Reconhecer um sinal não confirma a doença, mas pode ser o primeiro passo para receber orientação, investigação e tratamento adequados.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



