Como manter o exercício aliado da saúde mental

Pesquisas apontam barreiras para continuar treinando; flexibilidade e acompanhamento podem ajudar a transformar intenção em hábito.

Começar a fazer exercícios para cuidar da saúde mental pode parecer simples. O desafio aparece depois: encaixar os treinos na rotina, lidar com a falta de tempo e continuar mesmo quando os resultados demoram a surgir. Estudos indicam que a dificuldade de permanência é comum e pode alimentar frustração e culpa.

Revisões sistemáticas publicadas em periódicos como BMJ e British Journal of Sports Medicine reconhecem o exercício físico como uma das intervenções eficazes para reduzir sintomas de ansiedade e depressão. Ainda assim, transformar essa motivação inicial em um hábito duradouro exige mais do que disposição.

Por que tanta gente abandona a academia?

Uma pesquisa publicada no Journal of Science and Medicine in Sport acompanhou, ao longo de dez anos, o comportamento de mais de 5.000 alunos de uma academia no Rio de Janeiro. De acordo com o estudo, 63% abandonaram a academia em menos de três meses, enquanto apenas 3,7% permaneceram ativos por mais de um ano.

Outro levantamento, realizado pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) com 132 ex-frequentadores de academias em Presidente Prudente (SP), apontou os principais obstáculos para a continuidade:

  • falta de tempo: 38,6%;
  • desânimo: 9,8%;
  • demora em perceber resultados: 8,3%;
  • falta de companhia: 8,3%.

Esses números ajudam a relativizar a ideia de que desistir é apenas uma questão de disciplina. Muitas vezes, o problema está em uma rotina de exercícios pouco compatível com a vida real.

Flexibilidade pode reduzir a culpa

Para Ana Endlich, cofundadora da PersonalGO, deslocamento, exposição social e horários rígidos podem dificultar a adesão. “Muitas pessoas começam a treinar devido à saúde mental, mas encontram um ambiente que exige deslocamento, exposição social e rotina rígida. Isso cria um ciclo de frustração: a pessoa desiste, sente culpa e reforça a ideia de que não consegue manter o hábito”, afirma.

Entre as alternativas apresentadas estão treinar em casa, escolher horários mais realistas e contar com atendimento presencial ou remoto. O acompanhamento da evolução também pode ajudar a manter a motivação quando as mudanças não aparecem imediatamente.

“O personal trainer não é só sobre resultado estético. É sobre ter alguém que orienta, acompanha e ajuda a transformar intenção em rotina”, explica Endlich.

O que pode tornar o treino mais sustentável?

A proposta da PersonalGO é conectar alunos a personal trainers considerando localização, preço, modalidade e especialidade, além de oferecer acompanhamento remoto e registro da evolução dos treinos. A plataforma também conta com uma biblioteca de mais de 4 mil exercícios em vídeo.

Mais do que buscar uma rotina perfeita, a principal reflexão é encontrar uma forma de se movimentar que caiba no cotidiano. Para quem começa pensando no bem-estar, reduzir barreiras pode ser decisivo para que o exercício deixe de ser uma tentativa interrompida e se torne um cuidado possível.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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