IA no trabalho: quais habilidades podem valer mais?

Estudos citados por Antonio Linhares mostram como inteligência artificial, produtividade e liderança estão mudando a lógica dos salários.

A inteligência artificial já transformou a rotina de muitas profissionais, mas ainda não há uma resposta definitiva para uma pergunta crescente no mercado: quanto vale quem sabe usar IA para melhorar o desempenho no trabalho? Essa questão começa a impactar salários, promoções e critérios para escolha de lideranças.

Antonio Linhares, Senior Client Partner da Korn Ferry, destaca que é fundamental diferenciar o domínio técnico da ferramenta da capacidade real de gerar valor com ela. Ou seja, não basta ter “IA” no currículo; o que realmente importa é o impacto desse conhecimento na produtividade e nos resultados.

O impacto da IA nos cargos ainda é inicial

Uma pesquisa global da Korn Ferry, que ouviu mais de quatro mil organizações em 133 países, revela que três em cada quatro empresas reconhecem que a influência da IA sobre os cargos está acelerando. No entanto, apenas entre 5% e 10% das funções foram efetivamente impactadas até o momento.

Esse cenário deve mudar rapidamente: 76% das organizações esperam uma transformação muito maior nos próximos dois a três anos. Para quem planeja a carreira, isso indica que aprender a trabalhar com tecnologia é importante, mas não deve ser o único foco.

Usar IA não é o mesmo que criar IA

O artigo diferencia profissionais que desenvolvem sistemas de IA — como engenheiras, cientistas de dados e especialistas em aprendizado de máquina — daqueles que utilizam essas ferramentas em suas funções. O primeiro grupo é mais raro e, segundo a pesquisa, recebe entre 10% e 15% a mais que cargos equivalentes.

Para a maioria, o valor está no aumento da produtividade. Um estudo de Stanford e MIT com mais de cinco mil profissionais de atendimento mostrou que um assistente de IA elevou em 14% o número médio de casos resolvidos por hora, chegando a 34% entre os menos experientes.

Habilidades humanas continuam decisivas

O artigo também destaca a importância da liderança. Um relatório do Fórum Econômico Mundial citado por Linhares aponta o pensamento analítico como a principal competência exigida por sete em cada dez empregadores. IA e big data são habilidades em crescimento, com 90% das empresas prevendo aumento da demanda.

Ao mesmo tempo, competências como liderança, influência social, resiliência, curiosidade, aprendizado contínuo, gestão de talentos e autoconsciência ganham destaque. A tendência é valorizar não apenas quem opera a tecnologia, mas quem toma decisões estratégicas, conduz mudanças e transforma a tecnologia em resultados concretos.

Para se preparar, a recomendação é desenvolver fluência digital, pensamento crítico e capacidade de colaboração, pois as plataformas mudam, mas a habilidade de aprender e gerar valor permanece.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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