Como reduzir o excesso de telas na infância? Debate aborda limites
Pediatra Daniel Becker e psicólogo Ilan Brenman discutem limites, brincadeiras e convivência em evento gratuito do Café Filosófico CPFL.
Celulares, tablets, jogos e redes sociais já fazem parte da rotina de muitas famílias, mas encontrar um equilíbrio ainda é um desafio. Para discutir como educar crianças em um ambiente tão conectado, o Café Filosófico CPFL promove a palestra “A infância sequestrada pelas telas: o desafio de educar na era digital”, em 25 de agosto, no Instituto CPFL, em Campinas.
O encontro terá a participação do pediatra Daniel Becker e do psicólogo e escritor Ilan Brenman. A proposta é olhar para além da pergunta sobre quantas horas por dia uma criança pode passar diante de uma tela e refletir sobre o papel dos adultos na construção de uma infância mais saudável.
Por que as telas prendem tanto a atenção?
De acordo com Daniel Becker, redes sociais e dispositivos digitais oferecem estímulos e recompensas em uma intensidade difícil de encontrar nas relações cotidianas. Esse mecanismo pode favorecer comportamentos de dependência entre crianças e adolescentes.
“A tecnologia foi desenhada para capturar a nossa atenção. Ela oferece estímulos e recompensas em uma intensidade com a qual a vida real não consegue competir, e isso pode fazer com que a criança passe a buscar cada vez mais esse tipo de gratificação”, afirma o pediatra.
A discussão, no entanto, não trata a tecnologia como vilã. O foco está em ajudar famílias e educadores a fazer escolhas mais conscientes, estabelecendo limites sem deixar de reconhecer que os recursos digitais também podem oferecer aprendizado e conexão.
Brincar e conviver também fazem parte da solução
Para Ilan Brenman, reduzir o uso de celulares precisa vir acompanhado da criação de alternativas reais para as crianças. Isso inclui garantir espaços para brincar, conviver, explorar o mundo e experimentar momentos de tédio — considerados importantes para a imaginação, a criatividade e a autonomia.
Entre as possibilidades discutidas estão adiar a entrega do primeiro celular, criar acordos familiares para o uso dos dispositivos, reservar momentos sem telas e estimular atividades presenciais. A presença dos adultos também aparece como parte essencial desse processo: mais do que controlar, é preciso participar e dar exemplo.
“Tirar o celular das escolas já é uma ótima ação, mas precisamos ir além. Precisamos garantir espaços em que as crianças possam brincar e conviver. É preciso oferecer alternativas reais para que elas possam ocupar o mundo”, afirma Brenman.
Serviço
Evento: Café Filosófico CPFL – Edição Especial
Tema: A infância sequestrada pelas telas: o desafio de educar na era digital
Data: 25 de agosto de 2026, terça-feira
Horário: 19h, com entrada por ordem de chegada a partir das 18h
Local: Instituto CPFL, em Campinas
Entrada: gratuita
Transmissão: ao vivo pelo YouTube Café Filosófico CPFL
O espaço oferece ambiente climatizado, acessível, com intérpretes de Libras e serviço de alimentação. O encontro também será conduzido pela atriz Tainá Müller, ao lado dos convidados e da plateia.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



