Autocuidado para mães de filhos com Síndrome do X Frágil

Programa Bem-Estar oferece práticas gratuitas de yoga, meditação e movimento para mulheres com pré-mutação da Síndrome do X Frágil

Em meio a uma rotina intensa de cuidados com os filhos, consultas, terapias e tarefas domésticas, encontrar tempo para si mesma pode ser um desafio para muitas mulheres. Pensando nisso, o Instituto Buko Kaesemodel desenvolveu o Programa Bem-Estar, que oferece gratuitamente atividades de autocuidado para mulheres com a pré-mutação da Síndrome do X Frágil.

O projeto ganha destaque próximo ao Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto, e reúne profissionais voluntárias que compartilham seus conhecimentos em yoga, meditação, exercícios físicos e atenção ao bem-estar emocional, adaptando as práticas para as necessidades e limitações das participantes.

Quando cuidar de si fica em segundo plano

Luz María Romero, gestora do Instituto Buko Kaesemodel, explica que muitas mães cadastradas no Programa Eu Digo X deixam de lado seus empregos e sonhos pessoais para se dedicarem integralmente aos cuidados dos filhos com Síndrome do X Frágil, acompanhando-os em terapias como psicopedagogia, fisioterapia e terapia ocupacional.

“Muitas das mães cadastradas no Programa Eu Digo X abrem mão do seu trabalho e sonhos para cuidar dos filhos com Síndrome do X Frágil, sendo que muitas passam a ser cuidadoras de seus filhos”, afirma Luz María.

Foi a partir dessa realidade que surgiu o Bem-Estar, com o objetivo de incentivar essas mulheres a praticarem atividades físicas e de autocuidado, considerando que a pré-mutação pode apresentar um quadro clínico que progride com o tempo.

Práticas curtas para uma rotina real

A terapeuta corporal Manoella Bahr de Souza Pacheco integra o projeto com exercícios e meditações curtos, pensados para serem incorporados facilmente à rotina das participantes. As práticas abordam temas como acolhimento, presença e autorregulação do sistema nervoso.

“Sei da importância de cuidar de quem cuida, pois geralmente são as que menos conseguem tempo para isso e as que mais precisam”, explica Manoella.

As atividades podem ser acompanhadas de diferentes locais e, em alguns casos, são gravadas pelas voluntárias e disponibilizadas online, permitindo que as mulheres tenham autonomia para praticar quando e onde puderem, sem que o autocuidado se torne mais uma obrigação.

Voluntariado que se adapta à rotina

Aline Tatsch Dias, professora de yoga e Ayurveda, terapeuta integrativa e palestrante, participa do projeto desde 1996 em ações sociais. Para ela, o voluntariado é uma forma de construir uma sociedade melhor, compartilhando habilidades e conhecimentos.

“Cada pessoa pode ajudar com o seu talento. É só se aproximar das instituições”, afirma Aline, que ressalta a importância de avaliar as próprias habilidades e a disponibilidade real antes de assumir um compromisso voluntário.

No Programa Bem-Estar, o foco está em lembrar que as mulheres que cuidam de outras pessoas também precisam de acolhimento. Respirar, movimentar o corpo ou meditar por alguns minutos pode representar uma pausa valiosa em meio às inúmeras demandas do dia a dia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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