Cardio para emagrecer: qual é a dose certa?
Mais tempo na esteira não garante mais perda de gordura; entenda como combinar cardio, musculação e recuperação.
Passar horas na esteira ou fazer cardio todos os dias não garante, por si só, uma maior perda de gordura. Para emagrecer de forma consistente, o exercício cardiovascular precisa fazer parte de uma estratégia que também considere musculação, alimentação equilibrada, regularidade e recuperação.
Caminhada, corrida, bicicleta e remo são modalidades que ajudam a aumentar o gasto energético. Ainda assim, a quantidade e a intensidade do treino devem ser ajustadas à realidade de cada pessoa. A orientação é de Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica.
Mais cardio nem sempre significa mais resultado
Um dos equívocos comuns entre quem quer emagrecer é acreditar que aumentar o tempo ou deixar o treino mais intenso sempre acelera o processo. Segundo Ferreira, uma sessão mais longa não é necessariamente superior a uma atividade mais curta e bem planejada.
“Fazer 60 minutos de cardio todos os dias não é necessariamente melhor do que fazer 30 minutos bem planejados e combinados com musculação”, afirma o gerente técnico.
A escolha da intensidade também importa. Treinos leves, moderados e de alta intensidade cumprem funções diferentes e podem ser distribuídos ao longo da semana. Atividades moderadas tendem a exigir menos tempo de recuperação, enquanto sessões de HIIT precisam ser usadas com mais critério.
“Não existe uma intensidade ideal para todo mundo. A melhor estratégia é aquela adequada ao condicionamento e que a pessoa consegue manter com segurança e constância”, explica Ferreira.
Por que combinar cardio e musculação?
O treino de força ajuda a preservar a massa muscular durante o processo de emagrecimento. Por isso, deixar a musculação de lado e concentrar toda a rotina no cardio pode não ser a melhor escolha para quem busca uma mudança sustentável na composição corporal.
“Cardio e treino de força não precisam competir. Eles cumprem funções diferentes e, quando bem planejados, são complementares”, afirma.
Como começar sem exagerar
Para quem está iniciando, aumentar o volume de exercícios gradualmente é mais indicado do que copiar rotinas prontas ou apostar em sessões exaustivas. Idade, histórico de saúde, condicionamento, rotina e experiência com exercícios interferem na definição da modalidade, da frequência e da intensidade.
Além do treino, a alimentação equilibrada e a recuperação adequada ajudam a sustentar os resultados ao longo do tempo. O acompanhamento de um profissional de educação física pode contribuir para montar uma programação compatível com as necessidades individuais.
“O cardio funciona melhor quando tem propósito dentro do treino: não é simplesmente fazer mais, mas fazer a dose certa para cada pessoa”, conclui Ferreira.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



