Preços de medicamentos hospitalares caem 0,69% em julho
Índice da Fipe e da Bionexo Tasy recua após três meses de alta, com destaque para anti-infecciosos
Após três meses consecutivos de alta, os preços dos medicamentos transacionados entre fornecedores e hospitais brasileiros recuaram 0,69% em julho de 2026, conforme o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H). O índice é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base em dados da plataforma Bionexo Tasy.
Essa queda representa a maior retração mensal do índice desde janeiro de 2026, quando houve recuo de 0,70%. Com o resultado de julho, o IPM-H acumula baixa de 0,70% no ano e de 4,06% nos últimos 12 meses.
É importante destacar que o IPM-H reflete os preços praticados no mercado hospitalar, entre fornecedores e instituições de saúde, e não necessariamente os valores pagos por consumidores em farmácias.
Grupos terapêuticos com maior queda
Dos 12 grupos monitorados, oito apresentaram redução de preços em julho. As maiores quedas ocorreram nos seguintes grupos:
- Anti-infecciosos gerais para uso sistêmico: -2,33%
- Sangue e órgãos hematopoiéticos: -2,19%
- Sistema nervoso: -2,19%
Outros grupos com retração foram aparelho geniturinário (-0,96%), agentes antineoplásicos (-0,47%), aparelho respiratório (-0,45%), órgãos sensitivos (-0,44%) e imunoterápicos, vacinas e antialérgicos (-0,01%).
Grupos com alta de preços
Quatro grupos registraram aumento de preços em julho: sistema musculoesquelético (+0,55%), preparados hormonais (+0,51%), aparelho cardiovascular (+0,46%) e aparelho digestivo e metabolismo (+0,36%).
No acumulado de 2026, os maiores aumentos foram observados em aparelho cardiovascular (+3,28%), aparelho geniturinário (+3,09%), aparelho respiratório (+2,37%) e sistema nervoso (+0,90%).
Fatores que influenciaram o resultado
Em julho, a inflação oficial medida pelo IPCA registrou alta de 0,07%, enquanto o IGP-M apresentou queda de 1,16%. A taxa média de câmbio apurada pelo Banco Central recuou 0,27%, indicando leve valorização do real frente ao dólar.
Esses fatores podem ter contribuído para limitar pressões adicionais sobre os preços de medicamentos e princípios ativos mais expostos ao mercado externo, embora não expliquem isoladamente a trajetória do IPM-H. O resultado evidencia um cenário de variações distintas entre os grupos terapêuticos, reforçando a importância do acompanhamento contínuo dos preços para decisões estratégicas no setor hospitalar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



