Santa Catarina lidera buscas por cidadania italiana em 2026
Levantamento revela impacto das novas regras da lei Tajani na procura por reconhecimento da cidadania italiana
Santa Catarina lidera o ranking de intensidade proporcional de buscas por cidadania italiana no Brasil em 2026, conforme o estudo “O Mapa da Cidadania Italiana no Brasil 2026”, divulgado pela Pátria Cidadania com base em dados públicos do Google Trends e da Semrush.
O estado atingiu o índice máximo de 100 na metodologia utilizada, seguido por Paraná (94), São Paulo (80), Espírito Santo (79) e Rio Grande do Sul (75). O índice mede a proporção de buscas relacionadas à cidadania italiana em relação ao total de pesquisas em cada localidade, o que permite que estados com menor população, mas maior interesse proporcional, se destaquem.
Concentração regional do interesse
O levantamento mostra que a região Sul apresenta uma intensidade média de busca de 89,7 pontos, significativamente superior às demais regiões: Sudeste (57,0), Centro-Oeste (41,0), Norte (22,6) e Nordeste (14,7). Assim, o interesse proporcional pela cidadania italiana no Sul é aproximadamente seis vezes maior que no Nordeste.
Essa distribuição acompanha a presença histórica de descendentes de italianos no país, com estados como Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul destacando-se pela forte comunidade de origem italiana. O Espírito Santo, com índice 79, surpreende ao se aproximar de São Paulo, apesar de sua população menor.
Impacto das mudanças legislativas nas buscas
Além da influência regional, o estudo identifica uma mudança no comportamento das buscas em 2026, impulsionada pelas alterações na legislação italiana. Termos como “decreto”, “lei”, “nova lei”, “novas regras” e “corte constitucional” representam cerca de 16% das buscas relacionadas à cidadania italiana, totalizando aproximadamente 33 mil buscas mensais dentro de um universo de 213 mil buscas mensais no Brasil.
Essas buscas refletem o impacto do Decreto-Lei nº 36/2025, conhecido como “Decreto Tajani”, convertido na Lei nº 74/2025, que restringiu o reconhecimento automático da cidadania italiana por descendência a filhos e netos, afetando principalmente gerações mais distantes. A decisão da Corte Constitucional italiana em 2026 também contribuiu para o aumento da procura por informações.
Vinícius Gama, sócio-fundador da Pátria Cidadania, destaca que “quando uma legislação muda, é natural que as pessoas busquem entender como as novas regras afetam sua história familiar”. Ele ressalta a importância de analisar a documentação, a linha de descendência e as regras aplicáveis para cada caso.
O levantamento reforça que o interesse pela cidadania italiana no Brasil está diretamente ligado à história da imigração e à composição das comunidades de descendentes, com características regionais distintas e influências recentes das mudanças legais.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



