ONG Zoé amplia atendimentos médicos na Amazônia em 61% no primeiro semestre
Entre janeiro e julho de 2026, a ONG realizou 7.945 procedimentos em comunidades indígenas e ribeirinhas do Pará
Entre janeiro e julho de 2026, a ONG Zoé realizou 7.945 atendimentos e procedimentos médicos em comunidades indígenas e ribeirinhas do Pará, representando um crescimento de 61,1% em comparação ao mesmo período de 2025. Essa marca histórica reflete o melhor semestre da instituição, que atua desde 2019 em regiões de difícil acesso na Amazônia.
Ao longo do semestre, foram realizadas oito expedições com equipes compostas por médicos, profissionais de enfermagem, especialistas e equipes de apoio. O modelo de atuação da Zoé prioriza levar atendimentos de média e alta complexidade diretamente às comunidades, evitando deslocamentos longos e custosos para centros urbanos, como Santarém.
Expedições e procedimentos de destaque
Em junho, a maior expedição da história da ONG ocorreu no Hospital Municipal de Belterra (PA), com a participação de 55 voluntários. Durante uma semana, foram realizados 1.183 procedimentos, incluindo cirurgias de hérnia, vesícula, ginecológicas e dermatológicas. Além disso, foram coletadas 89 biópsias, doados 97 óculos e promovido treinamento para 95 profissionais de saúde locais, fortalecendo a capacidade de atendimento regional.
Outra ação significativa aconteceu em abril na aldeia Mapuera, no município de Oriximiná, onde o acesso contou com suporte aéreo. Na comunidade da etnia Wai-Wai, foram realizados 307 exames de ultrassom e 1.589 avaliações oftalmológicas. A Casa de Saúde local também foi reformada, com melhorias nas acomodações, sistema de geração de energia, rede elétrica e banheiros adaptados com saneamento básico.
Atendimento culturalmente sensível e saúde mental
Na Terra Indígena Zo’é, que deu nome à ONG, a equipe realizou quatro cirurgias de hérnia e 35 ultrassonografias, seguindo protocolos rigorosos para preservar a cultura e a saúde do povo atendido. Esse atendimento local é fundamental para evitar remoções traumáticas e o choque cultural decorrente do transporte para hospitais urbanos.
Além dos atendimentos físicos, a Zoé também desenvolve ações contínuas em saúde mental, com consultas psiquiátricas e psicológicas. Durante a campanha Janeiro Branco, em Belterra, foram realizados 93 atendimentos focados no acolhimento familiar e em sociodramas comunitários. Profissionais utilizam telemedicina e capacitam especialistas locais para ampliar o alcance desses serviços.
Parcerias e reconhecimento
O crescimento da ONG é atribuído ao engajamento dos voluntários, doações e parcerias com o setor público e outras instituições. Entre os parceiros estão o Ministério da Saúde, AgSUS, SESAI, DSEI Guamá-Tocantins, FUNAI, além de prefeituras locais e a Fundação Dieter Morszeck, que apoia o transporte aéreo para áreas remotas.
Desde sua fundação em São Paulo, no final de 2019, a Zoé já realizou 51 expedições e 28.693 procedimentos, com a participação de 466 voluntários. O trabalho da ONG foi reconhecido por prêmios como o Humanizar Saúde 2024, Veja Saúde-Oncoclínicas de Inovação Médica 2025 e Expoepi 2026 do Ministério da Saúde.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



