4 mitos sobre colesterol que merecem atenção
Colesterol alto pode surgir na infância, não causar sintomas e ter relação com fatores genéticos, além dos hábitos alimentares.
Você acha que colesterol alto só aparece em adultos, que sempre provoca sintomas ou que basta cortar frituras para resolver? Esses são alguns dos mitos que podem atrasar a identificação de uma alteração importante para a saúde cardiovascular.
De acordo com informações do professor Eduardo Benchimol Saad, membro da Academia Nacional de Medicina (ANM), o colesterol elevado pode ter origem genética e estar presente desde o nascimento. Por isso, conhecer o histórico familiar e manter avaliações de saúde em dia faz diferença.
1. Colesterol alto só acontece em adultos
Crianças também podem apresentar níveis elevados de colesterol, principalmente quando existe predisposição genética ou histórico familiar de doença cardiovascular precoce.
O material recomenda triagem seletiva a partir dos 2 anos em situações específicas, como histórico familiar de doença cardiovascular precoce, dislipidemia ou outros fatores de risco. Também é indicada triagem universal entre 9 e 11 anos, com nova avaliação na adolescência e na juventude.
2. Se não há sintomas, não há motivo para preocupação
O colesterol alto costuma ser silencioso. Muitas pessoas só descobrem a alteração depois de um evento cardiovascular, o que reforça a importância dos exames e do acompanhamento profissional.
A suspeita de hipercolesterolemia familiar aumenta quando o LDL-c permanece muito elevado sem uma causa secundária aparente e há casos de colesterol alto, infarto, AVC ou morte súbita precoce na família. Xantomas tendíneos, xantelasmas ou arco corneano antes dos 45 anos também são apontados como sinais de alerta.
3. Cortar ovos e frituras é suficiente
A alimentação tem papel importante, mas o controle do colesterol não depende de eliminar um único alimento. Entre as medidas citadas estão o consumo de fibras solúveis, presentes em aveia, leguminosas, frutas com casca e vegetais, além da redução de gorduras saturadas, trans e ultraprocessados.
A orientação também inclui priorizar fontes de gorduras insaturadas. Em determinadas situações, mudanças de hábitos podem precisar ser acompanhadas de tratamento medicamentoso, sempre com avaliação médica.
4. Colesterol alto é sempre consequência dos hábitos
A genética pode ter um papel decisivo. Na hipercolesterolemia familiar, o LDL-c pode atingir níveis muito altos mesmo em pessoas com hábitos saudáveis. A investigação pode envolver critérios clínicos, perfil lipídico, teste genético quando indicado e rastreamento de familiares.
“Quando identificada precocemente e tratada de forma intensiva, a perspectiva muda radicalmente: é possível normalizar ou reduzir fortemente o LDL-c, retardar a aterosclerose e diminuir de forma importante o risco de infarto e eventos precoces, aproximando a expectativa e a qualidade de vida da população geral”, afirma Eduardo Benchimol Saad.
O cuidado, portanto, não se resume a retirar ovos ou frituras do cardápio. Alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento ao longo da vida são estratégias importantes, sobretudo para quem tem histórico familiar ou alterações identificadas desde cedo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



