Áreas externas ganham protagonismo em casas e cidades
Palestras da Expolazer 2026 destacam lazer, natureza e convivência como partes centrais dos projetos de arquitetura e urbanismo.
Se antes a área externa era tratada como um complemento da casa, ela agora aparece cada vez mais como espaço de convivência, bem-estar e experiência. Essa foi uma das principais discussões da Expolazer 2026, feira internacional de piscinas, spas, lazer e wellness que acontece até sexta-feira (14), no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Durante o evento, especialistas apresentaram tendências que interessam a quem está construindo, reformando ou simplesmente buscando ideias para tornar varandas, jardins e áreas de lazer mais acolhedores. A proposta vai além da estética: envolve criar ambientes para descansar, conversar, receber pessoas e aproveitar melhor o tempo livre.
O lazer como parte da vida urbana
Em palestra na Expolazer, Gustavo Garrido, presidente da Associação Regional dos Escritórios de Arquitetura de São Paulo (AsBEA-SP) e diretor criativo do Archscape, defendeu que as cidades sejam pensadas pela perspectiva da permanência, e não apenas do deslocamento.
Na prática, isso significa planejar espaços abertos que estimulem ações simples, como sentar, caminhar, contemplar, brincar e encontrar outras pessoas. Entre os caminhos apontados estão a presença da natureza, a criação de áreas sombreadas e o uso de mobiliário que favoreça a socialização.
“Precisamos ampliar a discussão sobre o lazer como infraestrutura urbana e como um indicador da qualidade dos lugares”, avaliou Garrido. Para ele, aproximar arquitetos, urbanistas, gestores públicos, fabricantes e pesquisadores pode contribuir para cidades mais humanas e saudáveis.
Reformas passam a incluir piscinas e conforto externo
Rafael Tristão, CEO e cofundador da ARCA, apresentou um mapeamento com mais de 160 mil arquitetos. Segundo os dados mostrados na palestra, três em cada quatro projetos de reforma ou construção de casas já envolvem, de alguma maneira, as áreas externas.
Esse movimento inclui investimentos em piscinas, revestimentos, iluminação, coberturas e sistemas de aquecimento. A mudança também altera a relação entre profissionais e fornecedores, que passam a ser chamados desde as primeiras etapas do projeto.
“Não é mais aquele ‘tapa’ que muitas vezes se imagina para a área externa. São, de fato, reformas estruturais”, explicou Tristão.
Novidades para piscinas e espaços de convivência
A feira também reúne lançamentos e soluções para diferentes perfis de projeto. A Green House apresenta móveis de alumínio, peças com cabeçaria para áreas externas e ombrelones. Já a Hass levou piscinas de fibra com revestimento premium em pedra natural e um modelo com spa integrado.
Na área de tratamento de piscinas, a Montreal apresentou cinco novidades, incluindo fita de teste, elevador de dureza cálcica, oxidante, cloreto de sódio e uma embalagem em PET. Segundo a empresa, o novo modelo reduz em 42% o uso de plástico em sua composição em comparação com a embalagem anterior.
Com a programação até 14 de agosto, a Expolazer 2026 mostra que as áreas externas deixaram de ser coadjuvantes. Em casas e cidades, elas ganham valor justamente por criar oportunidades de pausa, encontro e qualidade de vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



