82% das grávidas sentem vergonha na primeira perda urinária, revela pesquisa
Estudo destaca impacto emocional e falta de informação sobre incontinência urinária na gestação
A perda involuntária de urina durante a gravidez é um sintoma comum, mas que ainda gera desconforto e dúvidas entre as gestantes. Segundo a pesquisa “TENA: o impacto das perdas de urina na gravidez e no puerpério”, 82% das mulheres entrevistadas relataram sentimentos negativos ao vivenciar o primeiro episódio de perda urinária. Dentre elas, 45% sentiram vergonha, 23% tiveram medo de que fosse um problema de saúde, 19% acreditaram que a bolsa poderia ter rompido e 17% ficaram preocupadas com o bebê.
O estudo, realizado pelo Okno Núcleo de Estudos a pedido da marca TENA, ouviu gestantes com mais de 24 semanas, puérperas com filhos de até um ano e mulheres que apresentaram perdas urinárias durante a gestação. Os dados foram divulgados no Mês das Gestantes, próximo ao Dia Nacional da Gestante, celebrado em 15 de agosto.
Por que ocorrem as perdas urinárias na gravidez?
De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 40% das gestantes brasileiras enfrentam episódios de incontinência urinária. Isso acontece porque o crescimento do bebê e do útero aumenta a pressão sobre a bexiga, enquanto as alterações hormonais deixam músculos e ligamentos mais relaxados.
Além disso, o assoalho pélvico, que sustenta órgãos como a bexiga e o útero, sofre sobrecarga durante a gestação, reduzindo sua capacidade de conter a urina em situações de esforço, como tossir, espirrar, rir ou praticar atividades físicas.
Impacto na rotina e falta de informação
O levantamento também revelou que 95% das entrevistadas afirmaram que os episódios de perda urinária alteraram sua rotina. Antes de sair de casa, 53% passaram a ir ao banheiro preventivamente, 40% verificam a disponibilidade de sanitários no local de destino e 45% reduziram a ingestão de líquidos por receio de novos episódios.
Apesar de 73% das mulheres já saberem que perdas urinárias podem ocorrer durante a gravidez, metade delas desconhece produtos específicos para incontinência urinária. Algumas relataram ter recebido orientação para usar absorventes menstruais comuns, que não são indicados para esse fim.
Orientação profissional é fundamental
Maria Alice Lelis, enfermeira e doutora em Ciências da Saúde – Urologia pela Unifesp, destaca que a perda urinária na gestação merece atenção, mas não deve ser motivo de vergonha. Ela explica que muitas mulheres se assustam ao vivenciar o sintoma pela primeira vez, especialmente sem informação prévia, e podem pensar que há algum problema com a gestação ou o bebê.
“Na maioria dos casos, os escapes estão relacionados às mudanças naturais do corpo durante a gravidez. Ainda assim, é importante conversar com o profissional que acompanha o pré-natal para receber avaliação e orientação individualizada”, orienta a especialista.
Exercícios para fortalecimento do assoalho pélvico, mudanças de hábitos e acompanhamento profissional podem ajudar a reduzir os sintomas, dependendo do caso. É fundamental que qualquer perda urinária seja comunicada à equipe de pré-natal para avaliação adequada.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



