Wellness real estate: como o bairro pode cuidar da saúde
Mercado de bem-estar movimentou US$ 876 bilhões em 2025 e aposta em áreas verdes, mobilidade ativa e serviços perto de casa.
Já imaginou escolher onde morar pensando não apenas no tamanho do imóvel, mas também na facilidade para caminhar, estar perto da natureza e resolver tarefas do dia a dia sem longos deslocamentos? Essa é a proposta do wellness real estate, conceito que integra saúde e bem-estar ao planejamento de bairros e empreendimentos.
Segundo o Global Wellness Institute, o segmento movimentou US$ 876 bilhões em 2025 e tem projeção de alcançar US$ 1,8 trilhão até 2030. A ideia é criar ambientes que favoreçam a saúde física, mental, social e ambiental das pessoas — não apenas espaços bonitos ou áreas de lazer isoladas.
O que caracteriza um bairro wellness?
Na prática, o conceito combina elementos que podem tornar a rotina mais ativa e funcional. Entre eles estão:
- calçadas adequadas e ruas arborizadas;
- ciclovias e infraestrutura para pedestres;
- parques e áreas verdes acessíveis;
- comércio e serviços próximos das residências;
- espaços de convivência e contato com a natureza.
De acordo com o material do Global Wellness Institute, esse planejamento pode estimular hábitos mais saudáveis ao facilitar caminhadas, reduzir deslocamentos e ampliar as oportunidades de convivência. A Organização Mundial da Saúde também relaciona áreas verdes urbanas à redução do estresse, ao incentivo à atividade física e ao fortalecimento das relações sociais.
Projeto em Santa Catarina reúne natureza e mobilidade
Um exemplo brasileiro citado no material é o Rioparque, bairro planejado de 460 mil metros quadrados em Tijucas, Santa Catarina. Desenvolvido pela Novo Ambiente Urbanismo, o projeto prevê moradia, comércio, serviços, lazer e áreas naturais no mesmo espaço.
Localizado às margens dos rios Tijucas e Oliveira, o bairro terá um parque linear aberto ao público com aproximadamente dois quilômetros de extensão. A estrutura deve incluir ciclovias, áreas de circulação, trapiches e ambientes de convivência, além de ruas arborizadas e áreas verdes distribuídas pelo projeto.
O empreendimento também prevê uma marina privativa com capacidade para 90 embarcações e 150 jets, integrada às áreas comerciais e de lazer. A proposta amplia o contato com a água, chamado de “espaços azuis” no material, associado a possibilidades de contemplação, lazer e recuperação mental.
O entorno ganhou peso na escolha do imóvel
Para Jaqueline de Souza Laus, responsável pelas áreas de marketing e relações institucionais da Novo Ambiente Urbanismo, a busca por qualidade de vida passou a influenciar tanto a escolha do imóvel quanto a concepção dos novos bairros.
“Hoje, o bem-estar deixou de ser um diferencial pontual e passou a orientar a escolha do imóvel e a concepção dos novos projetos urbanos. Em um bairro wellness, áreas verdes, mobilidade ativa, espaços de convivência e serviços próximos precisam funcionar de forma integrada”, afirma.
Mais do que oferecer uma área privativa confortável, esse modelo coloca o cotidiano no centro da experiência de morar: como as pessoas se deslocam, onde encontram os serviços e quais espaços têm para descansar, conviver e se relacionar com a cidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



