Vacinação fortalece prevenção de doenças cardiovasculares

Imunização é reconhecida como pilar na proteção contra infarto, AVC e outras complicações cardíacas

Tradicionalmente, a prevenção das doenças cardiovasculares envolve cuidados como alimentação balanceada, prática regular de exercícios, controle da pressão arterial, colesterol e diabetes. No entanto, a vacinação vem ganhando destaque como um componente essencial nessa estratégia de cuidado.

Infecções respiratórias, como gripe, Covid-19 e pneumonia, desencadeiam uma resposta inflamatória intensa no organismo, o que pode sobrecarregar o coração, especialmente em pessoas com doenças cardiovasculares ou fatores de risco. Essa sobrecarga pode levar a eventos graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), arritmias e descompensação da insuficiência cardíaca.

Vacinação: o quarto pilar da prevenção cardiovascular

O cardiologista Fábio Argenta destaca que a orientação sobre imunização passou a integrar a atuação preventiva dos especialistas em cardiologia. A abordagem atual vai além do controle de exames e medicamentos, incluindo a prevenção de infecções que podem agravar a saúde do coração.

Em 2025, a Sociedade Europeia de Cardiologia publicou um consenso que reconhece a vacinação de rotina como o quarto pilar da prevenção clínica cardiovascular, ao lado dos medicamentos anti-hipertensivos, hipolipemiantes e antidiabéticos. Essa recomendação baseia-se em evidências que mostram que infecções por influenza, pneumococo e SARS-CoV-2 aumentam o risco de complicações cardiovasculares.

Evidências científicas recentes

Estudos indicam que a vacinação contra influenza e Covid-19 pode reduzir em até seis vezes o risco de infarto e AVC em determinados grupos de pacientes. A vacina contra herpes-zóster está associada a uma redução de até 40% no risco de infarto e 30% no risco de AVC. Além disso, as vacinas pneumocócicas contribuem para diminuir complicações decorrentes de infecções respiratórias que frequentemente levam à descompensação de doenças cardiovasculares.

Uma pesquisa publicada em junho de 2023 na revista JAMA Internal Medicine mostrou que a vacina atualizada contra a Covid-19 reduziu em 38% o risco combinado de AVC, insuficiência cardíaca e óbito cardiovascular em idosos. Entre pessoas com mais de 75 anos, essa redução chegou a 50,7%, especialmente naquelas com doenças cardiovasculares, diabetes, doença renal crônica e outras condições que elevam o risco de complicações.

Os pesquisadores destacam que, para cada 10 mil pessoas vacinadas, dois eventos cardiovasculares graves relacionados à Covid-19 foram evitados. Em uma população de um milhão, isso representa cerca de 1.580 óbitos e 2.370 eventos cardiovasculares prevenidos em oito meses.

Importância da orientação médica

Considerando esses dados, a vacinação deve ser parte integrante da conversa entre pacientes e cardiologistas, especialmente para aqueles com fatores de risco ou doenças crônicas. A orientação profissional permite avaliar o histórico de saúde e indicar as vacinas mais adequadas para cada caso.

Assim, proteger o coração envolve não apenas o controle dos tradicionais fatores de risco, mas também a prevenção de infecções que podem desencadear complicações graves. A imunização, portanto, é uma aliada fundamental na promoção da saúde cardiovascular.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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