Sepse: sinais de alerta e por que o tempo salva vidas

Infecção pode evoluir rapidamente para falência de órgãos; reconhecer confusão, falta de ar e queda da pressão é essencial.

Você saberia reconhecer uma emergência médica além do infarto e do AVC? A sepse, conhecida popularmente como “infecção generalizada”, pode começar com uma infecção aparentemente comum e evoluir rapidamente para a falência de vários órgãos. Por isso, identificar os sinais e procurar atendimento sem esperar a piora é fundamental.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são estimados cerca de 49 milhões de casos e aproximadamente 11 milhões de mortes por sepse por ano no mundo — quase 20% de todos os óbitos registrados. No Brasil, dados do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) indicam que cerca de 240 mil pessoas morrem anualmente em UTIs brasileiras em decorrência da doença.

Como a sepse começa

A condição pode surgir a partir de infecções como pneumonia, infecção urinária ou infecção abdominal. Na sepse, a resposta inflamatória intensa do organismo provoca alterações na circulação e pode comprometer órgãos como pulmões, rins, cérebro e coração.

O médico intensivista e presidente do ILAS, Dr. Rafael Moraes, explica que o mecanismo é diferente do observado no infarto e no AVC. “No infarto e no AVC, o problema ocorre pela interrupção do fluxo sanguíneo causada por um trombo ou êmbolo, levando à falta de oxigênio no coração ou no cérebro. Já na sepse, a redução da oxigenação acontece porque a resposta inflamatória intensa à infecção provoca queda da pressão arterial e compromete a circulação para diversos órgãos, como pulmões, rins, cérebro e coração”, afirma.

Sintomas que exigem atenção imediata

Os sinais de sepse geralmente aparecem em pessoas que já apresentam algum quadro infeccioso. Entre os alertas estão:

  • febre;
  • tosse com secreção;
  • dor ou ardência ao urinar;
  • dor abdominal;
  • sonolência intensa ou confusão mental;
  • pele fria, tontura ou queda da pressão;
  • diminuição da produção de urina;
  • dificuldade para respirar.

A doença pode evoluir de uma infecção localizada para a disfunção de órgãos e, depois, para o choque séptico, marcado por uma queda importante da pressão arterial e alto risco de morte.

Na sepse, tempo também é vida

Assim como o AVC é associado à ideia de que “tempo é cérebro” e o infarto à de que “tempo é coração”, a sepse também depende de uma resposta rápida. “Costumamos dizer que, na sepse, tempo é vida. O tratamento iniciado ainda na primeira hora aumenta significativamente as chances de sobrevivência e reduz o risco de sequelas”, diz o especialista.

O diagnóstico rápido também conta com novas tecnologias. Testes moleculares baseados em PCR e outros métodos de identificação de microrganismos podem detectar o agente infeccioso em poucas horas, ajudando a direcionar o tratamento mais cedo. Ainda assim, a orientação principal é não aguardar os sintomas piorarem: diante de sinais de infecção acompanhados de confusão, falta de ar, tontura ou redução da urina, é necessário buscar atendimento médico imediatamente.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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