Masturbação pode causar Doença de Peyronie? Entenda os riscos
Urologista esclarece como microtraumas e atrito podem contribuir para a doença
A masturbação é um hábito natural e, isoladamente, não representa risco para a saúde do pênis. No entanto, a forma como é praticada pode influenciar o surgimento de microlesões que, em homens predispostos, estão associadas ao desenvolvimento da Doença de Peyronie, explica o urologista Dr. Paulo Egydio, PhD em Urologia pela USP.
Essa condição é caracterizada pela formação de placas de fibrose na túnica albugínea, a membrana fibrosa que envolve os corpos cavernosos e mantém a rigidez durante a ereção. As consequências podem incluir curvatura peniana, afinamento, perda de comprimento, dor durante a ereção e dificuldades nas relações sexuais.
Microtraumas e fatores de risco
Segundo o especialista, movimentos repetitivos com força excessiva, falta de lubrificação e o uso de superfícies inadequadas para gerar atrito podem causar microtraumas na túnica albugínea. Essas pequenas lesões, quando frequentes, podem desencadear um processo inflamatório e cicatrização anormal, favorecendo a formação das placas características da doença.
“Se você fricciona o pênis sem lubrificação, pode machucar a pele e também danificar as estruturas internas. Além disso, nunca se deve usar objetos ou superfícies, como colchão ou almofada, para provocar atrito com o pênis ereto”, alerta Dr. Paulo Egydio.
Prevenção e cuidados
Para reduzir o risco de microtraumas, o urologista recomenda o uso de lubrificantes à base de água, gel ou óleo, além de evitar movimentos bruscos ou que forcem o pênis durante a ereção. O manuseio deve respeitar a anatomia do órgão, com movimentos suaves de vai e vem até o orgasmo.
Além da masturbação, a Doença de Peyronie pode estar associada a outros fatores, como predisposição genética, envelhecimento, tabagismo, doenças autoimunes e alterações do tecido conjuntivo, como a contratura de Dupuytren.
Sinais que indicam necessidade de avaliação médica
Algumas alterações não devem ser consideradas normais e merecem atenção especializada, incluindo:
- Curvatura progressiva do pênis;
- Dor durante a ereção;
- Endurecimento localizado;
- Afinamento da haste e perda de comprimento;
- Dificuldade para a penetração.
“O diagnóstico precoce é fundamental para controlar a evolução da doença e definir o tratamento mais adequado para cada paciente”, conclui o urologista, ressaltando a importância da avaliação profissional para diferenciar a Doença de Peyronie de outras condições e indicar a conduta correta.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



