Inverno em São Paulo registra índice UV alto, igual ao verão de Paris
Mesmo com frio e céu nublado, São Paulo alcançou IUV 7 em 10 de agosto de 2026; dermatologista destaca cuidados essenciais para proteção solar o ano todo
Em pleno inverno, no dia 10 de agosto de 2026, São Paulo registrou um Índice Ultravioleta (IUV) máximo de 7, classificado como alto, segundo dados do Clima & Radar. Curiosamente, no mesmo dia, Paris, que vivia o verão, também alcançou o mesmo nível de IUV, conforme informações do The Weather Network. Essa comparação evidencia que a temperatura e a sensação térmica não são indicadores confiáveis para avaliar a intensidade da radiação ultravioleta.
Proteção solar necessária mesmo no inverno
A dermatologista Vanessa Mussupapo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), explica que a radiação ultravioleta permanece presente mesmo em dias frios e nublados. “É comum associarmos a proteção solar aos dias quentes e ensolarados, mas a radiação ultravioleta também está presente no inverno. O céu nublado e as temperaturas mais baixas não eliminam essa exposição. Por isso, o protetor solar deve fazer parte da rotina independentemente da estação ou das condições climáticas”, afirma.
Ela recomenda a aplicação do protetor solar nas áreas expostas antes de sair de casa e a reaplicação ao longo do dia, especialmente após suor excessivo ou contato com água. O uso de protetores com FPS 50 ou superior é indicado, considerando o nível de exposição e as características individuais da pele.
Áreas frequentemente esquecidas na proteção
Além do rosto e braços, que costumam receber mais atenção, Vanessa destaca que outras regiões como orelhas, pescoço, colo e mãos também ficam expostas e precisam de proteção. “É comum concentrarmos a aplicação no rosto e deixarmos de lado áreas como orelhas, pescoço, colo e mãos. Como são regiões que recebem radiação com frequência, elas também precisam ser incluídas na rotina de cuidados”, explica.
Para quem permanece longos períodos ao ar livre, a especialista sugere o uso complementar de chapéu, óculos escuros, roupas com proteção UV e sombrinhas, que ajudam a reduzir a exposição direta, mas não substituem o uso adequado do filtro solar.
Prevenção do câncer de pele
A importância da proteção solar é reforçada pelas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2026, que apontam 9.360 novos casos de melanoma no Brasil, sendo 770 em São Paulo. Para o câncer de pele não melanoma, a previsão é de 263.280 novos casos no país, com 8.520 em São Paulo.
A exposição à radiação ultravioleta é um dos principais fatores ambientais relacionados ao desenvolvimento do câncer de pele. Vanessa orienta que, além do uso diário de protetor solar, é fundamental observar manchas, pintas e outras alterações na pele. Lesões novas, que mudem de aspecto ou não cicatrizem, devem ser avaliadas por um dermatologista.
Para garantir um atendimento adequado, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica recomenda verificar se o profissional possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), informação disponível no site do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



