Cansaço no fim do dia pode indicar perda auditiva

Dificuldade para ouvir em ambientes barulhentos e pedidos frequentes para repetir podem ser sinais de perda auditiva; entenda os sintomas

Você termina o dia exausto sem saber exatamente o motivo? Em alguns casos, esse desgaste pode estar relacionado ao esforço constante para ouvir, que muitas vezes passa despercebido e é confundido com falta de concentração ou cansaço mental.

O chef e empresário Jefferson Rueda, conhecido por comandar o restaurante A Casa do Porco em São Paulo, compartilhou sua experiência de anos tentando se esforçar para acompanhar conversas e sons do cotidiano, sem perceber que o verdadeiro motivo do cansaço era uma perda auditiva não diagnosticada.

Quando ouvir exige esforço demais

A perda auditiva nem sempre se manifesta de forma evidente. Os primeiros sinais costumam surgir em situações comuns, especialmente em ambientes com ruído ou várias pessoas falando ao mesmo tempo.

Alguns sintomas que merecem atenção incluem:

  • pedir para que as pessoas repitam frases com frequência;
  • aumentar o volume da televisão;
  • dificuldade para acompanhar conversas em locais barulhentos;
  • sentir cansaço excessivo após interações sociais;
  • necessidade de concentração intensa para entender o que foi dito.

Isoladamente, esses sinais podem parecer pequenos, mas quando aparecem juntos ou com frequência, indicam a importância de realizar uma avaliação auditiva.

O relato de Jefferson Rueda

À frente do restaurante A Casa do Porco há mais de dez anos, Rueda depende da percepção sonora para o seu trabalho, desde o chiado da carne na grelha até o movimento da cozinha. Após encontrar um aparelho auditivo adequado, ele redescobriu esses sons essenciais para sua rotina profissional.

Ele também destaca que a adaptação ao aparelho pode exigir tempo e acompanhamento especializado. Um primeiro modelo desconfortável não significa que não exista uma solução adequada, já que há diversas tecnologias e formatos disponíveis, que devem ser escolhidos conforme o grau de perda auditiva e o estilo de vida de cada pessoa.

Avaliação é o primeiro passo

Gisele Munhoes dos Santos, fonoaudióloga e diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA, reforça que o aparelho auditivo deve ser encarado como uma ferramenta para melhorar a qualidade de vida, e não como um limitador.

“Reconhecer os sinais de perda auditiva é o primeiro passo, mas o mais importante é entender que existe um caminho de adaptação. Quando a pessoa encontra o aparelho certo, ela não perde autonomia, ela ganha qualidade de vida. É isso que histórias como a do Jefferson nos mostram”, afirma Gisele.

Diante de qualquer dificuldade para ouvir, a recomendação é buscar uma avaliação especializada para identificar a causa e as opções de tratamento. O diagnóstico precoce ajuda a preservar a comunicação, a autonomia e a participação nas atividades diárias.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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