Amamentação: benefícios para o bebê e a saúde da mãe

Agosto Dourado destaca como o aleitamento materno protege o bebê e traz efeitos positivos para a saúde da mulher

Amamentar vai muito além de alimentar o bebê. Durante o Agosto Dourado, campanha dedicada à importância do aleitamento materno, o tema ganha destaque por envolver proteção contra doenças, desenvolvimento infantil, vínculo emocional e benefícios duradouros para a saúde da mulher.

Segundo Deborah Radd, nutróloga do Instituto Nutrindo Ideais e especialista em saúde materno-infantil, o leite materno é uma substância viva. Além de macro e micronutrientes, ele contém células maternas, probióticos, prebióticos, fatores de crescimento, hormônios, enzimas e substâncias anti-inflamatórias e imunoprotetoras.

Por que o leite materno é importante para o bebê?

Essa combinação reduz o risco de gastroenterites, diarreia, doenças respiratórias, morte súbita do lactente, obesidade e diabetes. Uma metanálise com 18 estudos aponta também a diminuição do risco de leucemia na infância.

Além da proteção imunológica, bebês alimentados com leite materno apresentam melhores resultados no desenvolvimento neurológico em comparação aos alimentados com fórmula infantil. Esse efeito é atribuído tanto ao fortalecimento do vínculo entre mãe e filho quanto à ação dos lipídios do leite materno sobre o cérebro, incluindo os efeitos do eixo intestino-cérebro. Por isso, recomenda-se o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida.

O contato pele a pele, a voz, o olhar e o acolhimento durante as mamadas também contribuem para a segurança emocional do bebê. A amamentação pode reduzir a dor durante procedimentos como vacinação e acessos venosos.

Sinais de que o bebê precisa de avaliação

Nas primeiras semanas, um dos sinais observados é a quantidade de urina: o ideal é pelo menos seis trocas de fralda por dia. O crescimento e o desenvolvimento do bebê devem ser acompanhados.

Sintomas como dor intensa, sangramento nos mamilos, mamas vermelhas e endurecidas, dificuldade de sucção, irritação após as mamadas, ganho de peso inadequado, desidratação ou prostração indicam a necessidade de buscar ajuda especializada. Pediatras, consultoras de amamentação, fonoaudiólogas ou odontopediatras podem participar da avaliação, conforme a dificuldade apresentada.

Alimentação da mãe durante a amamentação

Géssica Ortiz, nutricionista do Instituto Nutrindo Ideais, destaca que a mulher deve priorizar proteínas, frutas, legumes, verduras, cereais integrais, carnes, ovos e leguminosas. Vitaminas A, C, D e do complexo B, além de minerais como cálcio, zinco e selênio, são importantes para fortalecer o sistema imunológico e repor nutrientes transferidos ao leite.

A hidratação é fundamental, pois a parte líquida do leite depende da ingestão de água pela mãe. Deve-se evitar dietas restritivas para emagrecimento rápido, consumo excessivo de açúcar, sal, gorduras, ultraprocessados e cafeína. O consumo de bebidas alcoólicas requer moderação, e peixes com alto teor de mercúrio, como tubarão e espadarte, devem ser evitados.

Benefícios que podem alcançar a saúde da mulher

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia associam cerca de 18 meses de amamentação a uma redução aproximada de 11% no risco cardiovascular, 12% no risco de AVC e 14% no risco de infarto. Estudos indicam que cada ano de amamentação pode reduzir em cerca de 4,3% o risco de câncer de mama, inclusive em formas agressivas e em mulheres com mutações genéticas específicas.

Há também associação com menor risco de diabetes tipo 2 e câncer de ovário, além de melhor regulação da glicemia e colesterol após a gestação. Essas informações reforçam a importância do aleitamento materno, embora não substituam a avaliação individual por profissionais de saúde.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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