Pais perfeitos? Crianças precisam mesmo é de presença

Cirurgião pediátrico destaca presença, limites e diálogo como bases para uma parentalidade saudável

Você não precisa ter crescido em uma família perfeita — nem acertar sempre — para construir uma relação segura com seus filhos. Essa é a reflexão central do cirurgião pediátrico Christian Campos Ferreira, da Unimed Nova Iguaçu, que acumula 30 anos de experiência clínica. Para ele, mais importante do que controlar cada detalhe da criação é fazer a criança perceber que pode contar com os adultos.

Em uma lembrança marcante de sua prática, um menino de sete anos, prestes a passar por uma cirurgia, demonstrava um medo silencioso. A mãe segurou sua mão e disse: “Eu vou estar aqui quando você acordar.” A criança relaxou, respirou fundo e entrou na sala de cirurgia sem chorar. Essa cena ilustra como a presença dos pais pode oferecer segurança mesmo diante do medo.

Como afirma o especialista: “Seus filhos não precisam de você perfeito. Precisam de você presente.”

A infância de hoje é diferente

Ferreira destaca que a infância atual difere muito da vivida pelos adultos. Enquanto antes a comparação social se limitava à escola e à vizinhança, hoje as crianças enfrentam uma autoestima constantemente desafiada por telas e redes sociais que funcionam 24 horas por dia.

Dizer que “na minha época era diferente” é verdade, mas não deve ser usado como desculpa para não compreender o mundo em que os filhos crescem. O objetivo não é controlar o tempo de tela com perfeição, mas manter um espaço aberto para o diálogo.

Limites também são uma forma de cuidado

O cirurgião ressalta a diferença entre autoridade e autoritarismo. Crianças precisam de limites previsíveis e combinados que sejam mantidos. Quando o “não” é coerente, a criança entende que o mundo tem regras e que os adultos responsáveis oferecem uma estrutura segura.

Manter acordos e limites não é contrário ao afeto; pelo contrário, é uma forma madura de demonstrá-lo. A segurança emocional não vem de pais que nunca erram, mas daqueles que reconhecem seus erros, pedem desculpas e continuam presentes.

“Não sei” também pode ensinar

Para Ferreira, a parentalidade é uma via de mão dupla. Os filhos ensinam os pais, especialmente sobre humildade. Dizer “não sei, vamos descobrir juntos” pode ser mais poderoso do que afirmar certezas apenas para preservar a autoridade.

Ao final do dia, a pergunta que os pais devem fazer não é se fizeram tudo certo, mas se o filho sabe que pode contar com eles. Mesmo após momentos de cansaço ou falhas, a presença e a disposição para reparar fortalecem a confiança na relação familiar.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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