Cérebro adolescente: por que ele ainda está em desenvolvimento

Estudo com mais de 4 mil exames amplia o que se sabe sobre a maturação cerebral e destaca o papel das funções executivas na adolescência.

A ideia de que o cérebro fica completamente pronto aos 25 anos é uma simplificação. Um estudo publicado na revista científica Nature Communications, que analisou 4.216 exames de imagem cerebral reunidos em nove bancos de dados, indica que mudanças importantes na organização do cérebro continuam pela vida adulta jovem. Segundo os dados, uma transição relevante ocorre até aproximadamente os 32 anos.

Para adolescentes e suas famílias, essa descoberta ajuda a contextualizar comportamentos comuns dessa fase, como a busca por novidades, a impulsividade e a dificuldade para avaliar consequências em algumas situações. O desenvolvimento cerebral acontece em ritmos diferentes, e as chamadas funções executivas têm papel fundamental nesse processo.

O que são funções executivas?

Funções executivas são um conjunto de habilidades cognitivas que permitem organizar ações, manter a atenção, utilizar informações na memória de trabalho, controlar impulsos, tomar decisões, resolver problemas e adaptar estratégias diante de situações novas.

“A gente costuma dizer que o cérebro fica pronto aos 25. Os dados mais recentes mostram que a reorganização cerebral é um processo mais prolongado. A adolescência cerebral é mais longa do que a gente imaginava”, explica a neurocientista Lívia Ciacci, parceira científica do Supera – Estimulação Cognitiva.

Na prática, isso significa que um adolescente pode estar desenvolvendo, ao mesmo tempo, a capacidade de buscar experiências novas e os recursos necessários para planejar melhor suas escolhas. “Na adolescência, o acelerador amadurece antes do freio”, comenta Lívia.

Como estimular essas habilidades no dia a dia

O desenvolvimento das funções executivas pode ser favorecido por experiências que envolvam atenção, memória, planejamento, tomada de decisão e adaptação. A proposta não é transformar a rotina em uma sequência de exercícios, mas aproveitar situações de aprendizagem e brincadeiras.

  • Jogos de estratégia: estimulam planejamento e avaliação das consequências.
  • Brincadeiras com regras: trabalham atenção, memória de trabalho e controle de impulsos.
  • Desafios de lógica: favorecem o raciocínio e a resolução de problemas.
  • Organização de tarefas: ajuda a exercitar planejamento e autonomia.
  • Leitura: exige atenção, compreensão e acompanhamento de informações.
  • Mudança de estratégia: ensina a lidar com erros e buscar novos caminhos.

“Estimular funções executivas não significa transformar a infância ou a adolescência em uma sequência de exercícios. O ideal é que os desafios estejam associados ao brincar, à aprendizagem e às experiências do dia a dia”, afirma Patrícia Lessa, diretora pedagógica do Supera.

Estímulo cognitivo não substitui uma rotina saudável

As funções executivas são importantes para a aprendizagem e a autonomia, mas nenhuma atividade isolada desenvolve todas as habilidades necessárias para a vida. Sono adequado, atividade física, alimentação equilibrada, convivência social, lazer, vínculo familiar e um ambiente favorável à aprendizagem também fazem parte do desenvolvimento global.

“O mais importante é que isso aconteça de maneira prazerosa e esteja associado a uma rotina equilibrada, com espaço para aprendizagem, movimento, convivência e lazer”, conclui Patrícia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 76 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar