Brinquedos falsificados: como proteger as crianças na compra

Falsificações da geladeirinha Mini Brands e da boneca Ana Castela acendem alerta sobre selo do Inmetro, origem e segurança.

Quando um brinquedo vira febre nas redes sociais, ele pode ganhar não apenas fãs, mas também cópias no mercado ilegal. É o que ocorreu, segundo o material divulgado pelo setor, com a geladeirinha Fill The Fridge, da Mini Brands, distribuída pela Candide no Brasil, e com a boneca Ana Castela, lançada pela Novabrink.

As versões falsificadas passaram a aparecer em plataformas digitais pouco tempo depois de os produtos conquistarem espaço entre crianças, colecionadores e fãs da cantora. O alerta principal para as famílias é que itens sem procedência comprovada podem não seguir os mesmos processos de desenvolvimento, testes e certificação dos brinquedos originais.

Por que brinquedos populares atraem falsificadores?

A pesquisa de 2025 sobre mercados ilícitos da FIESP aponta a pirataria, a falsificação e o contrabando como os principais fornecedores da produção ilícita de brinquedos, ao lado de furtos e roubos de cargas e varejistas. De acordo com o levantamento, o lucro gerado chega a, no mínimo, R$ 368,09 milhões por ano, o equivalente a 4,01% do mercado total do setor.

O gerente de Marketing da Candide, Igor Maia, afirma que a falsificação costuma acompanhar a relevância alcançada por um produto. “Quando um brinquedo ganha visibilidade e passa a ser muito procurado, surgem pessoas tentando se aproveitar desse interesse”, declarou.

No caso da Mini Brands, a geladeirinha ganhou popularidade por reproduzir, em miniatura, a experiência de organizar e abastecer uma geladeira. Segundo Maia, cópias dificilmente entregam o mesmo cuidado nos detalhes e a qualidade das miniaturas que fizeram o item se destacar.

Detalhes que merecem atenção

Para identificar possíveis falsificações da geladeirinha Mini Brands, a orientação divulgada é observar as cores e a embalagem. De acordo com a Candide, geladeiras coloridas em versões rosa, lilás ou outras cores não fazem parte da linha oficial da marca. Embalagens diferentes das encontradas em canais autorizados e a ausência do selo do Inmetro também são sinais de alerta.

A boneca Ana Castela também ganhou versões não autorizadas após chamar a atenção dos fãs. Germano Brandino, diretor de Marketing da Novabrink, alerta que falsificações podem apresentar matéria-prima inadequada, peças que se soltam e acabamentos que oferecem riscos. O produto original tem identificação do fabricante, licenciamento oficial e selo do Inmetro.

Como comprar com mais segurança

  • Confira se o brinquedo tem o selo do Inmetro;
  • Verifique o fabricante ou distribuidor informado na embalagem;
  • Prefira lojas oficiais e revendedores autorizados;
  • Desconfie de preços muito abaixo dos praticados no mercado;
  • Observe a qualidade da embalagem e das informações impressas;
  • Pesquise a reputação do vendedor antes de finalizar a compra.

A advogada Silvana Campos explica que a falsificação pode envolver crimes relacionados ao uso indevido de marcas e à comercialização de produtos impróprios. Para quem compra um item falsificado para uso próprio, em regra, não há responsabilização criminal apenas pela aquisição. Ainda assim, os riscos à saúde e à segurança das crianças tornam a procedência um ponto essencial antes de colocar o brinquedo em casa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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