Bem-estar no trabalho: empresas oferecem, mas falham na gestão
Pesquisa com 567 empresas revela que benefícios existem, mas políticas formais e liderança ainda são desafios
Um levantamento realizado com 567 empresas de mais de 30 segmentos, apresentado durante a primeira edição do Prêmio RH de Bem-Estar, revela que as organizações brasileiras oferecem benefícios relacionados ao bem-estar, mas ainda enfrentam dificuldades para estruturar essas iniciativas em políticas formais e integradas.
O tema ganha relevância diante do aumento expressivo dos afastamentos previdenciários por transtornos mentais e comportamentais, que passaram de 188.138 em 2021 para 559.983 em 2025, um crescimento de aproximadamente 198% em cinco anos, segundo dados do Ministério da Previdência Social.
Benefícios consolidados, mas gestão deficiente
Segundo a pesquisa, todas as empresas participantes oferecem iniciativas voltadas ao bem-estar físico, 97% promovem ações para o cuidado emocional e 93% dispõem de programas relacionados ao bem-estar social. No entanto, 40% ainda não possuem uma política formal de bem-estar, e 40,3% monitoram as iniciativas de forma reativa ou não fazem acompanhamento.
Isso indica que, embora haja oferta de benefícios como academias, atividades de saúde mental e programas sociais, a falta de uma gestão estruturada compromete a incorporação dessas ações à cultura organizacional e a avaliação de seus impactos.
Desafios na adesão e liderança
A pesquisa também aponta que a falta de tempo é a principal barreira para o uso dos benefícios, citada por 44% das empresas. Além disso, apenas 11% das organizações possuem líderes diretamente responsáveis pela criação de novas práticas de bem-estar, o que pode limitar o engajamento e a sustentabilidade das iniciativas.
“O próximo passo não é oferecer mais benefícios, é estruturar o que já existe, com liderança engajada, governança e indicadores claros”, afirma Frederico Lacerda, CEO e cofundador da Pin People.
Empresas premiadas e metodologia
A primeira edição do Prêmio RH de Bem-Estar avaliou as organizações em quatro frentes: benefícios ofertados, cultura de bem-estar, governança institucional e indicadores de impacto no negócio. As cinco vencedoras, distribuídas por faixa de número de colaboradores, foram:
- 100 a 500 colaboradores: Ashland;
- 501 a 1.000 colaboradores: Emape Alimentos;
- 1.001 a 5.000 colaboradores: Numen;
- 5.001 a 10.000 colaboradores: BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo;
- Mais de 10.000 colaboradores: Suzano.
A metodologia do prêmio foi desenvolvida pela Pin People com base em uma visão biopsicossocial do bem-estar, considerando aspectos físicos, emocionais, sociais e organizacionais. As respostas das empresas foram checadas documentalmente e analisadas segundo critérios de pontuação definidos previamente, com validação de um comitê técnico independente formado por especialistas em psicologia positiva, saúde integral e saúde corporativa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



