Paternidade: por que a presença emocional importa tanto

Especialista explica como escuta, afeto e participação na rotina fortalecem a autoestima, a autonomia e a segurança dos filhos.

Estar na mesma casa não é sinônimo de estar verdadeiramente presente. Na paternidade, a qualidade da relação construída no dia a dia — com escuta, afeto, limites e participação — pode fazer diferença no desenvolvimento cognitivo, social e afetivo de crianças e adolescentes.

A reflexão ganha destaque no Dia dos Pais, mas vale para o ano inteiro: mais do que contar horas de convivência, o vínculo depende de como esse tempo é vivido. Para Sandra Cristina Batista Martins, coordenadora do curso de Psicologia do UniCuritiba, a presença emocional deve ser entendida como parte da paternidade, e não como um diferencial.

O que significa estar emocionalmente presente?

Na prática, presença emocional envolve demonstrar interesse pela vida dos filhos, acolher sentimentos, cumprir combinados e criar um espaço de confiança. Também inclui orientar, estabelecer limites e permitir que crianças e adolescentes desenvolvam autonomia com segurança.

“A figura paterna exerce um papel importante ao oferecer segurança, limites, afeto e oportunidades de aprendizagem. A criança aprende a partir das interações e das consequências que vivencia. Assim, um pai presente favorece a construção da autonomia, da confiança e das habilidades sociais”, explica Sandra.

Segundo a professora, a constância dessas experiências contribui para que os filhos se sintam mais seguros para enfrentar desafios e se relacionar com outras pessoas.

“A presença afetiva, consistente e respeitosa fortalece a autoestima e a sensação de segurança, pois a criança aprende que pode confiar nas pessoas e em si mesma”, afirma.

Pequenos gestos fortalecem o vínculo

Não é necessário esperar uma ocasião especial ou planejar grandes demonstrações de carinho. As relações sólidas costumam ser construídas em interações simples e frequentes, inseridas na rotina da família.

  • Ouvir com atenção, sem interromper ou julgar;
  • Brincar e conversar sobre assuntos do cotidiano;
  • Participar de tarefas e momentos da rotina;
  • Cumprir o que foi prometido;
  • Demonstrar carinho e interesse de forma consistente.

“Pequenas interações positivas, quando frequentes, fortalecem o vínculo e ensinam, na prática, habilidades como respeito, cooperação e confiança”, acrescenta a docente.

Quando pai e filho não moram juntos

A distância física não impede a construção de uma relação próxima. Nesses casos, comunicação respeitosa, previsibilidade, cumprimento dos combinados e interesse genuíno pela vida dos filhos ajudam a manter o elo.

“A qualidade da convivência costuma ser mais importante do que a quantidade de tempo. Estar verdadeiramente presente, manter uma comunicação respeitosa, cumprir os combinados e demonstrar interesse pela vida dos filhos fortalece a relação”, diz Sandra.

Para a especialista, a paternidade não exige perfeição, mas compromisso. Ouvir, acolher, orientar e aprender junto são atitudes que podem contribuir para a formação de adultos mais seguros, empáticos e emocionalmente saudáveis.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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