Horário flexível é o benefício mais valorizado por pais, diz pesquisa
Levantamento do Infojobs revela que autonomia na jornada supera home office e outros benefícios
Para pais que buscam equilibrar carreira e vida familiar, o local de trabalho pode ser menos importante do que a autonomia para organizar a jornada. Um levantamento realizado pelo Infojobs com profissionais de todas as regiões do Brasil revelou que 57,66% dos pais consideram o horário flexível o benefício que mais faria diferença em sua rotina.
Esse percentual está muito à frente do home office, que foi escolhido por 16,38% dos entrevistados. Outros benefícios citados foram auxílio-creche (13,83%), apoio psicológico (8,72%) e licença ampliada (3,40%).
Autonomia para ajustar a jornada é prioridade
Os dados indicam que a conciliação entre trabalho e família depende menos do local onde o trabalho é realizado e mais da possibilidade de adaptar os horários às necessidades do dia a dia. Atividades como levar ou buscar os filhos na escola, acompanhar consultas médicas, participar de reuniões escolares e lidar com imprevistos exigem flexibilidade que nem sempre o home office resolve.
Quando questionados sobre o modelo de trabalho que mais facilita a participação na rotina dos filhos, 27,02% dos pais apontaram o presencial com horário flexível, superando o modelo híbrido (14,68%) e o home office integral (12,98%).
Fabio Maeda, diretor de Growth & Experience da Redarbor Brasil, empresa responsável pelo Infojobs, destaca que “o que os pais estão dizendo é que poder ajustar o início e o fim da jornada pode ser mais importante do que trabalhar de casa. A necessidade real é ter autonomia para conciliar compromissos profissionais e familiares sem que cada imprevisto seja tratado como falta de comprometimento”.
Preocupações dos pais e desafios para as empresas
O levantamento também revelou que 25,53% dos pais consideram a falta de tempo de qualidade com os filhos sua maior preocupação atual, ficando atrás apenas dos custos com educação e alimentação (32,55%) e à frente da preocupação em aumentar a renda (24,26%).
Segundo Maeda, políticas de parentalidade devem ir além de benefícios pontuais e considerar as diferentes fases e necessidades das famílias. “Uma política de flexibilidade bem estruturada não significa ausência de cobrança ou redução de produtividade. Significa definir entregas, responsabilidades e limites com clareza, permitindo que o profissional tenha mais controle sobre como cumpre sua jornada”, explica.
Além de favorecer a conciliação entre trabalho e família, a adoção de horários flexíveis pode ampliar o alcance das empresas na contratação de profissionais que não se adaptam a jornadas tradicionais. No entanto, para que essa medida seja eficaz, é necessário estabelecer critérios claros, preparar lideranças e cultivar uma cultura baseada em resultados, não apenas em presença física.
“As empresas que conseguirem transformar flexibilidade em uma prática de gestão, e não apenas em um discurso, terão uma vantagem importante na disputa por talentos. O profissional não está pedindo menos responsabilidade, mas condições mais realistas para cumprir suas responsabilidades no trabalho e em casa”, conclui Maeda.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



