EaD após os 30: diploma impulsiona carreira de adultos
Pesquisa inédita com mais de 10 mil alunos revela avanços profissionais ligados à graduação a distância
Voltar a estudar depois dos 30 anos pode ser um desafio para quem precisa conciliar trabalho, família e outras responsabilidades. No entanto, uma pesquisa inédita realizada pela Vitru Educação com 10.470 estudantes e egressos de cursos de graduação a distância revela que essa modalidade tem sido uma ferramenta eficaz para o desenvolvimento profissional de adultos.
O levantamento, realizado no segundo semestre de 2025, ouviu 8.445 alunos ativos e 2.025 egressos que concluíram a graduação nos últimos três anos. Entre os participantes, 53% dos estudantes e 56% dos egressos estavam na faixa etária de 30 a 49 anos, evidenciando o perfil majoritariamente adulto dos alunos de EaD.
Mais da metade dos alunos relata avanços na carreira
Um dos principais destaques do estudo é o impacto da graduação na trajetória profissional. Entre os alunos ativos, 52% relataram algum movimento na carreira, como conseguir o primeiro emprego ou estágio, ser efetivado, mudar de emprego ou cargo, passar em concurso público, conquistar uma promoção ou receber aumento salarial. Entre os egressos, esse percentual foi de 55%.
Esses dados corroboram estatísticas do IBGE, que indicam que trabalhadores com ensino superior completo têm rendimento médio 126% maior do que aqueles com apenas o ensino médio. Além disso, o levantamento destaca que quatro em cada cinco adultos no Brasil ainda não possuem ensino superior.
Perfil dos estudantes: conciliar estudos e responsabilidades
A pesquisa também revela que a maioria dos alunos de EaD tem responsabilidades familiares: 85% dos estudantes ativos e 84% dos egressos possuem ao menos um dependente em casa. Essa realidade reforça a importância da flexibilidade oferecida pela educação a distância.
Na faixa dos 30 aos 39 anos, que representa 29% dos alunos ativos e 30% dos egressos, a graduação é vista como meio para alcançar promoções, aumentos salariais e maior estabilidade financeira. Nesse grupo, 68% têm de um a três dependentes.
Já entre os 40 e 49 anos, que correspondem a 24% dos alunos ativos e 26% dos egressos, a graduação é encarada principalmente como uma ferramenta de requalificação profissional, diante das transformações tecnológicas e exigências do mercado.
Graduação como recomeço e projeto de vida
O estudo também destaca a presença de estudantes mais velhos: pessoas entre 50 e 59 anos representam 10% dos alunos ativos e 13% dos egressos. Para esse público, a graduação pode estar relacionada a uma segunda carreira, empreendedorismo ou realização pessoal.
Entre os participantes com mais de 60 anos, a representação foi de 3% tanto entre alunos ativos quanto entre egressos, evidenciando a importância do aprendizado contínuo ao longo da vida.
Para Sara Pedrini Martins, vice-presidente Acadêmica da Vitru, compreender o perfil do estudante adulto é fundamental. “A educação a distância é um vetor de mobilidade e ascensão profissional de extrema relevância, sobretudo para o trabalhador adulto”, afirma.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



