Colesterol alto: 9 hábitos para proteger o coração
Como o colesterol age de forma silenciosa e quais hábitos ajudam a prevenir riscos cardiovasculares, segundo orientação de cardiologista
Você pode se sentir bem e, ainda assim, ter colesterol alto. Essa é uma das características mais preocupantes da condição: na maioria dos casos, ela evolui sem dor, mal-estar ou sinais que chamem atenção. O diagnóstico costuma aparecer em exames de rotina — ou, em situações mais graves, depois de um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose 2025, aproximadamente uma em cada três pessoas no Brasil apresenta colesterol total acima de 200 mg/dL. Cerca de um em cada cinco adultos tem níveis elevados de LDL-colesterol, conhecido popularmente como “colesterol ruim”.
Por que o LDL merece atenção?
O colesterol é uma substância essencial ao organismo. Ele participa da produção de hormônios, da vitamina D e da formação das membranas celulares. O problema aparece quando seus níveis, especialmente os de LDL, ficam elevados.
Em excesso, o LDL pode favorecer o acúmulo de placas de gordura nas artérias e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, ajuda a remover parte do colesterol da circulação e levá-lo de volta ao fígado.
“O colesterol elevado costuma evoluir de forma silenciosa, e esse é um dos aspectos que mais preocupam. O paciente pode passar anos com o LDL alto, favorecendo a formação de placas nas artérias, sem apresentar qualquer sintoma”, afirma a cardiologista Rosangeles Konrad, médica e professora da pós-graduação em Cardiologia da Afya Educação Médica Brasília.
9 atitudes que ajudam no controle
- Priorize frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas, fontes de fibras.
- Inclua gorduras saudáveis, como azeite de oliva, castanhas, sementes e peixes ricos em ômega-3.
- Reduza frituras, embutidos, carnes gordurosas e alimentos ultraprocessados.
- Pratique pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada.
- Mantenha um peso corporal adequado.
- Evite fumar e limite o consumo de bebidas alcoólicas.
- Controle também a pressão arterial e a glicemia, principalmente em casos de hipertensão ou diabetes.
- Faça exames periódicos, especialmente se houver histórico familiar de colesterol alto ou doença cardiovascular.
- Siga o tratamento prescrito e não interrompa medicamentos por conta própria.
Quando o remédio pode ser necessário?
Para pessoas com risco cardiovascular elevado ou doenças genéticas, como a hipercolesterolemia familiar, mudanças no estilo de vida podem precisar ser combinadas a medicamentos. Além das estatinas, existem opções como ezetimiba, ácido bempedoico e inibidores de PCSK9.
A escolha depende do perfil e do risco de cada paciente. Por isso, o acompanhamento médico é importante mesmo quando não há sintomas. Descobrir a alteração durante um check-up permite agir antes que surjam complicações.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



