Saúde do homem: exames indicados em cada idade
Da pressão arterial ao rastreamento do câncer, veja como a prevenção pode mudar conforme a idade e o histórico de saúde.
A prevenção da saúde masculina não deve ser restrita à fase em que surgem sintomas ou à chegada dos 50 anos. Desde a juventude até a terceira idade, consultas periódicas e exames indicados conforme o perfil individual são essenciais para identificar fatores de risco para hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer.
Segundo dados do Ministério da Saúde, os homens vivem, em média, 7,1 anos menos que as mulheres. Eles apresentam maior mortalidade em quase todas as faixas etárias até os 80 anos e têm entre 40% e 50% mais risco de morrer por doenças crônicas, especialmente cardiovasculares e respiratórias.
Desafios na prevenção masculina
O urologista Rodrigo Campos, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, destaca que muitos homens só buscam atendimento quando os sintomas já estão evidentes, dificultando o diagnóstico precoce. “Ainda existe a ideia de que os exames só são necessários quando aparece algum problema ou depois dos 50 anos. Na prática, a prevenção deve começar muito antes e acompanhar todas as fases da vida”, explica.
O cuidado preventivo não significa realizar todos os exames indiscriminadamente, mas sim considerar idade, histórico familiar, hábitos de vida e condições de saúde para definir as avaliações necessárias.
Exames recomendados em cada fase da vida
- Dos 20 aos 29 anos: consulta clínica periódica, aferição da pressão arterial, avaliação do índice de massa corporal (IMC), atualização da vacinação, orientações sobre alimentação, atividade física, sono e saúde mental. Glicemia, colesterol e rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) podem ser indicados conforme o caso.
- Dos 30 aos 39 anos: controle da pressão arterial e da circunferência abdominal, exames de glicemia, colesterol e triglicerídeos, além da avaliação da função hepática e renal quando indicada.
- Dos 40 aos 49 anos: acompanhamento mais frequente dos fatores de risco cardiovasculares, exames cardiológicos como eletrocardiograma e teste ergométrico quando indicados, investigação de alterações hormonais e metabólicas, e colonoscopia para rastreamento do câncer colorretal conforme orientação médica. Para homens com histórico familiar de câncer de próstata ou fatores de risco, a discussão sobre o rastreamento pode começar nesta fase.
- Dos 50 aos 59 anos: continuidade dos exames laboratoriais de rotina e avaliação da próstata por decisão compartilhada entre médico e paciente, utilizando PSA e exame clínico quando indicados, além do acompanhamento cardiovascular periódico.
- A partir dos 60 anos: monitoramento da saúde cardiovascular e metabólica, avaliação da saúde óssea, cognitiva, auditiva e visual, revisão periódica das medicações em uso, atualização da vacinação e medidas para manutenção da autonomia e qualidade de vida.
Rastreamento individualizado
O rastreamento do câncer colorretal costuma ser indicado a partir dos 45 anos para pessoas com risco habitual. Já a investigação do câncer de próstata deve ser discutida individualmente, considerando idade, histórico familiar e outros fatores de risco, conforme orienta a Sociedade Brasileira de Urologia.
“Não existe um pacote de exames que sirva para todos. O cuidado precisa ser individualizado, considerando idade, histórico familiar, condições de saúde e estilo de vida. Quanto mais cedo a prevenção fizer parte da rotina, maiores são as chances de envelhecer com saúde, autonomia e qualidade de vida”, reforça Rodrigo Campos.
Apesar do aumento da expectativa de vida no Brasil, a baixa adesão dos homens aos serviços de atenção primária ainda é um desafio para reduzir a mortalidade masculina. Consultas regulares, vacinação em dia e hábitos saudáveis permanecem entre as medidas mais eficazes para prevenir doenças e ampliar a longevidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



