Câncer infantojuvenil: meninos são maioria e leucemia lidera diagnósticos
Levantamento do NAPO com apoio da TUCCA destaca predominância masculina e a leucemia linfoblástica aguda como o tipo mais comum
Um levantamento realizado pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Oncologia (NAPO), do Serviço de Oncologia Pediátrica do Santa Marcelina Saúde, com o apoio da TUCCA, identificou que 58,2% dos casos de câncer infantojuvenil atendidos na instituição ocorreram em meninos. A análise também apontou que a leucemia linfoblástica aguda (LLA) é o tipo de câncer mais comum entre pacientes de ambos os sexos.
Esses dados refletem o perfil dos pacientes atendidos no centro, um dos principais serviços de oncologia pediátrica do estado de São Paulo, e não necessariamente representam a distribuição nacional dos casos. Ainda assim, eles são importantes para compreender como fatores como sexo, idade e tipo de tumor influenciam o comportamento da doença e as necessidades de cuidado.
Leucemia linfoblástica aguda é o diagnóstico mais frequente
As leucemias são os tipos de câncer mais comuns na infância e adolescência, com a LLA sendo a forma predominante. Essa doença se caracteriza pela produção descontrolada de células imaturas na medula óssea e pode evoluir rapidamente.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), quando diagnosticada precocemente e tratada em centros especializados com protocolos modernos, a LLA pode apresentar taxas de cura superiores a 80%. Os sinais que merecem atenção médica incluem:
- palidez persistente;
- febre recorrente;
- manchas roxas sem causa aparente;
- dores ósseas;
- cansaço incomum;
- sangramentos frequentes.
Como esses sintomas podem ser confundidos com doenças comuns da infância, a avaliação médica é fundamental para o diagnóstico precoce.
Predominância masculina ainda é objeto de estudo
A maior incidência de câncer infantojuvenil em meninos, especialmente nas leucemias, já foi observada em estudos nacionais e internacionais. No entanto, não há uma explicação definitiva para essa diferença. Fatores biológicos, imunológicos e genéticos são algumas das hipóteses em investigação.
Sidnei Epelman, coordenador do Serviço de Oncologia Pediátrica do Santa Marcelina Saúde e presidente da TUCCA, destaca que a análise detalhada dos dados permite identificar padrões importantes da doença, vulnerabilidades e aprimorar o cuidado oferecido.
Dados epidemiológicos orientam políticas públicas
O INCA projeta que entre 2026 e 2028 o Brasil terá cerca de 7.560 novos casos de câncer infantojuvenil por ano, sendo 3.960 em meninos e 3.600 em meninas. O câncer é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no país.
Neviçolino Pereira de Carvalho Filho, coordenador do NAPO, ressalta que informações sobre sexo, idade e tipos de tumores são essenciais para direcionar recursos, estruturar linhas de cuidado e fortalecer a pesquisa em oncologia pediátrica. Ele também enfatiza a necessidade de ampliar a produção de dados populacionais para melhorar o diagnóstico precoce e as políticas de saúde.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



