IA sem hype: o que muda no trabalho e nos negócios

Painel no RIW reuniu RecargaPay, AWS e Adobe para discutir dados, eficiência, personalização, cultura de inovação e uso responsável da IA.

A inteligência artificial deixou de ser apenas um tema de apresentações corporativas para se tornar uma ferramenta prática que melhora o trabalho, a experiência do consumidor e os resultados empresariais. Esse foi o foco do painel “Implementing No-Bullshit AI: da ideia ao impacto”, realizado no RIW, no Rio de Janeiro, em 5 de agosto de 2026.

O evento reuniu Gustavo Victorica, cofundador e COO do RecargaPay; Karina Lima, head de Startups da AWS Brasil; e Mari Pinudo, country manager da Adobe, com mediação de Marcus Tonin. A discussão evidenciou que a adoção da IA exige mais do que a simples contratação de ferramentas: é necessário organizar processos, dados e prioridades para alcançar resultados concretos.

Dados bem estruturados são o ponto de partida

O RecargaPay exemplificou essa abordagem. Gustavo Victorica explicou que a fintech passou mais de um ano e meio reestruturando seu banco de dados antes de obter ganhos com a inteligência artificial. A primeira área beneficiada foi o atendimento ao cliente, com o objetivo de fortalecer a equipe e aprimorar o canal de contato. A iniciativa resultou em um aumento superior a 30% na eficiência do setor.

Victorica ressaltou: “IA em sua execução começa a virar commodity; lixo entra, lixo sai. Precisamos ter governança para extrair o melhor que a IA tem a oferecer.” Ele destacou que, por serem nativos em tecnologia, conseguem oferecer aos clientes melhor experiência, agilidade, preços mais baixos e uma análise de crédito mais assertiva.

Personalização já influencia a relação com marcas

Mari Pinudo destacou que o Brasil possui uma população altamente conectada e com grande maturidade digital. Isso eleva as expectativas por serviços rápidos, simples e personalizados. Para as marcas, organizar dados estruturados é essencial para oferecer comunicação e ofertas adaptadas a cada indivíduo, evitando abordagens genéricas.

Karina Lima complementou com dados da AWS, apontando que startups brasileiras que utilizam IA crescem duas vezes mais rápido do que as que não adotam a tecnologia. Ela também citou aplicações relevantes em setores como saúde, jurídico, governo e finanças, mencionando o investimento da prefeitura do Rio de Janeiro em startups para aplicar IA no SUS.

Errar rápido, mas com responsabilidade

Os painelistas concordaram na necessidade de reformular a cultura corporativa para abraçar a inovação. Karina Lima afirmou que “ninguém começa acertando. Precisamos nos permitir errar.” Gustavo Victorica reforçou que, no mercado de inovação, “errar rápido é fundamental.”

Porém, essa liberdade deve ser acompanhada de inteligência analítica para identificar falhas, corrigir rotas e eliminar burocracias que atrasam processos. Além disso, a expansão da IA generativa traz desafios ambientais, pois demanda alto processamento e consome recursos naturais, como água, exigindo uso responsável.

No campo criativo, Mari Pinudo destacou que “a capacidade criativa das pessoas está cada vez mais importante.” A conclusão do painel foi clara: a tecnologia deve ampliar produtividade e personalização, mas sempre a serviço de problemas reais, da criatividade humana e de resultados mensuráveis.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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