Fragilidade antes da cirurgia cardíaca pode orientar cuidados
Pesquisa com 70 pacientes no oeste paulista reforça a importância de avaliar sinais de fragilidade antes de cirurgias cardíacas eletivas.
Antes de uma cirurgia cardíaca eletiva, avaliar o estado físico e clínico do paciente pode ser fundamental para o planejamento do cuidado. Uma pesquisa desenvolvida na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) analisou 70 pacientes em dois hospitais da região oeste paulista, buscando entender a associação entre características clínicas, comportamentais, laboratoriais e perioperatórias com diferentes graus de fragilidade.
Dos participantes, 67% foram classificados como frágeis, sendo 57% homens e 43% mulheres. A fragilidade é uma condição que indica redução da reserva física e maior vulnerabilidade a eventos adversos, como complicações durante internações e procedimentos cirúrgicos.
Importância da avaliação pré-operatória da fragilidade
A avaliação da fragilidade antes da cirurgia tem como objetivo identificar pacientes em condição pré-frágil ou frágil, o que pode auxiliar na elaboração de planos terapêuticos mais eficazes e personalizados. Isso contribui para a redução de eventos adversos e pode diminuir o tempo de internação e os custos hospitalares, já que pacientes frágeis tendem a demandar mais recursos assistenciais.
Metodologia da pesquisa
Inicialmente, 76 pacientes foram recrutados entre março de 2025 e fevereiro de 2026, sendo que seis foram excluídos por não apresentarem condições de pré-fragilidade ou fragilidade, resultando em uma amostra final de 70 indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos. Todos apresentavam condições clínicas e cognitivas adequadas para participar das avaliações.
As coletas de dados ocorreram 24 horas antes da cirurgia, incluindo informações sociodemográficas e clínicas obtidas por entrevista, além da aplicação de testes físicos para avaliar os componentes do fenótipo de fragilidade. Foram utilizados os critérios propostos pela geriatra norte-americana Linda Fried, que incluem perda de peso não intencional, exaustão relatada pelo paciente, diminuição da força de preensão manual, redução da velocidade da marcha e baixo nível de atividade física.
Contribuições para o cuidado e políticas públicas
O estudo destaca que a avaliação da fragilidade pode melhorar procedimentos clínicos, reduzir o tempo de internação e apoiar a formulação de políticas públicas voltadas para o cuidado de pacientes cardíacos. A orientadora do trabalho, Dra. Elaine Cristina Negri, ressaltou a importância de reunir dados específicos da realidade regional do oeste paulista.
A autora da pesquisa, Ana Carolina Gregório Raposo, foi aprovada para o título de mestre em Ciências da Saúde, com orientação da Dra. Elaine Cristina Negri e coorientação do Dr. Ismael Forte Freitas Jr., da Unesp em Presidente Prudente.
Embora os resultados não indiquem que todos os pacientes submetidos a cirurgia cardíaca terão as mesmas necessidades, reforçam a importância de uma avaliação individualizada, especialmente em casos com doenças associadas ou sinais de perda de força, mobilidade e resistência.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



