Fonoaudiologia: apoio essencial para superar desafios na amamentação
Profissionais avaliam funções orais do bebê e orientam famílias para garantir amamentação segura
Nem toda dificuldade na amamentação está relacionada apenas à pega ou ao posicionamento do bebê. A coordenação entre sucção, deglutição e respiração é fundamental para o sucesso da mamada, e o fonoaudiólogo desempenha papel crucial na identificação de possíveis alterações nesse processo.
Durante a campanha Agosto Dourado, o Conselho Regional de Fonoaudiologia da 3ª Região (CREFONO3) ressalta a importância do acompanhamento fonoaudiológico para garantir uma alimentação segura aos bebês e oferecer suporte acolhedor às mães e famílias.
O papel do fonoaudiólogo na amamentação
O profissional avalia as estruturas e funções orais do recém-nascido, observa a mamada e identifica alterações que possam comprometer a sucção, deglutição ou respiração. Com base nessa avaliação, orienta sobre a pega, o posicionamento e estratégias individualizadas, respeitando as necessidades específicas de cada mãe e bebê.
O fonoaudiólogo integra equipes multidisciplinares em maternidades, Bancos de Leite Humano, ambulatórios, UTIs Neonatais e serviços da Atenção Primária à Saúde, colaborando para um cuidado integrado.
“A amamentação envolve uma coordenação complexa entre sucção, deglutição e respiração. O trabalho é ajudar a identificar dificuldades, orientar a família e construir estratégias que proporcionem segurança e conforto para a mãe e o bebê”, explica a fonoaudióloga Alessandra de Cássia Luquetta, conselheira do CREFONO3.
Atuação em casos de prematuridade
Na UTI Neonatal, o acompanhamento fonoaudiológico é ainda mais delicado. O profissional avalia as habilidades de alimentação do recém-nascido, acompanha o desenvolvimento da coordenação entre sucção, deglutição e respiração e auxilia na preparação para a alimentação por via oral.
Quando as condições clínicas permitem, o fonoaudiólogo também contribui para a preparação do bebê para o aleitamento direto ao seio materno, respeitando o tempo e as necessidades individuais.
Importância da orientação especializada
Diante de dificuldades persistentes na amamentação, buscar avaliação especializada pode ajudar a identificar alterações precocemente, fortalecer a confiança da família e tornar o processo mais seguro e confortável.
A Organização Mundial da Saúde recomenda iniciar a amamentação na primeira hora de vida, mantê-la exclusivamente nos primeiros seis meses e continuar, com alimentação complementar, até os dois anos ou mais.
Dados do CREFONO3 indicam que, em 2024, 48% das crianças menores de seis meses recebiam exclusivamente leite materno. Em 2023, mais de 37,2 mil lactantes receberam apoio em Bancos de Leite Humano e postos de coleta no Paraná, enquanto em Santa Catarina aproximadamente 62 mil mães tiveram atendimento personalizado.
Mais do que insistir em uma única forma de amamentar, a rede de assistência qualificada oferece informação segura, escuta e estratégias para que mães e bebês superem as dificuldades com conforto e segurança.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



