Consumidor 40+ rejeita marcas que não mostram sua realidade

Estudo da MindMiners revela insatisfação com estereótipos e falta de representatividade na publicidade para pessoas maduras

Para muitos brasileiros com mais de 40 anos, a forma como as marcas comunicam suas mensagens influencia diretamente suas decisões de compra. Um estudo da MindMiners, intitulado “40+: Poder, Consumo e Novos Significados”, realizado com 1.200 pessoas de diversas regiões do país, revela que três em cada dez consumidores nessa faixa etária já deixaram de consumir uma marca por causa da maneira como pessoas maduras são retratadas.

O levantamento mostra que a falta de identificação vai além da simples presença de pessoas maduras nas campanhas publicitárias. Apenas 27% dos entrevistados afirmam se sentir representados pela comunicação das empresas, enquanto 51% acreditam que pessoas da sua idade aparecem pouco nas campanhas.

Retratos distantes da realidade

O principal problema apontado não é a ausência, mas a forma como esse público é apresentado. Entre as principais queixas estão o excesso de estereótipos (32%), produtos e serviços que não atendem às necessidades desse grupo (31%), linguagem anti-idade (28%), tom infantilizado (26%) e falta de representatividade real (26%).

Rosana Camilotti, Diretora de Excelência do Cliente e Expansão da MindMiners, destaca que o consumidor amadureceu mais rápido do que a comunicação das empresas. Segundo ela, “quem chega aos 40, 50 ou 60 anos hoje vive uma realidade muito mais diversa do que aquela que a publicidade costuma mostrar”. Essas pessoas estão reorganizando prioridades, cuidando da saúde, dos filhos e muitas vezes dos pais, além de tomar decisões importantes para o futuro. Quando a comunicação reduz tudo isso a estereótipos, deixa de dialogar com a vida real.

Oportunidades para as marcas

O estudo também aponta que 41% dos brasileiros não conseguem citar nenhuma marca associada a um estilo de vida longevo e saudável, indicando uma lacuna no mercado. As categorias em que os consumidores acima dos 40 anos mais sentem falta de conexão incluem serviços financeiros e bancários, seguros, saúde e medicamentos, alimentos e bebidas, casa e decoração, moda e cuidados pessoais.

Rosana ressalta que há uma grande oportunidade para as marcas que abandonarem estereótipos e passarem a enxergar esse público de forma mais completa. A longevidade não cria um novo mercado, mas muda a forma como mercados inteiros precisam pensar seus produtos, serviços e comunicação.

Representatividade influencia o consumo

Além disso, oito em cada dez entrevistados afirmam se incomodar com a forma como as marcas se comunicam com pessoas acima dos 40 anos. Isso demonstra que a discussão sobre envelhecimento ultrapassou as campanhas publicitárias e passou a integrar a experiência de consumo.

O estudo conclui que, com o envelhecimento da população brasileira, cresce a expectativa por produtos, serviços e comunicações que reflitam a diversidade e complexidade desse público, sem recorrer a estereótipos ou modelos idealizados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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